A ineficiência de Dilma Rousseff

Durante a última campanha eleitoral, os marqueteiros fizeram questão de construir uma imagem de grande gestora para a então candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Nos bastidores, seus defensores alardeavam atributos como a falta de paciência com a ineficiência, contra a qual reagia com irritação e, algumas vezes, murros na mesa. Pois passados quase cinco meses de governo, a figura de gerentona começa a se desfazer.

A administração Dilma está se transformando em sinônimo de obras paradas, projetos adiados e promessas na gaveta. Para piorar, a continuidade da era Lula impõe resistências a necessárias mudanças de práticas no funcionamento da máquina.

Resultado: sempre elogiada pelo trabalho à frente do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil e intitulada mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a presidente está sendo engolida pela burocracia.

Não à toa, a inação do governo começa a assustar investidores e empresários, mais do que cientes da pressa do Brasil em superar gargalos na infraestrutura, que têm jogado pesado para empurrar a inflação para além do centro da meta de 4,5% perseguida pelo Banco Central.

Observa-se uma tremenda dificuldade dos principais atores na condução dos investimentos — os ministérios do Planejamento, das Cidades, dos Transportes e da Integração Nacional — por falta de competência.

Mesmo em fases de mais recursos para obras, muito pouco se transforma em realidade.

Somente em restos a pagar — despesas autorizadas, mas não desembolsadas — há R$ 124 bilhões na contabilidade pública.

E mais: sobram problemas na coordenação interministerial, entraves jurídicos e irregularidades de toda ordem.

Diante desse quadro desalentador, especialistas em finanças públicas afirmam que murro na mesa e puxão de orelha são insuficientes para Dilma entregar o que prometeu no tempo desejado.

Para fazer seu governo sair do lugar, ela precisará aliar vontade política com reformas institucionais, votadas pelo Congresso.

“A União tem sérios problemas financeiros e de gestão. O gasto é alto, rígido e ruim e a cobrança de impostos, ineficiente e injusta.  Para resolver tais problemas em definitivo, é preciso mudar a cultura de gastar mais e depois correr atrás de dinheiro para cobrir despesas”, diz o economista Raul Velloso.

Correio Braziliense

5 respostas

  1. Quando eu perguntava quem era Dilma, teve gente que achou ruim.

    Foi a mesma coisa de dar um tiro no escuro, apesar da pouca concorrencia que ela tinha com outros candidatos.

    Aqui no RN tá foda também, elegemos Rosalba que até agora só faz andar de igreja em igreja e falar mal do outro governo (com razão), mas até agora não mostrou pra quê veio.

    Já estou arrependido de ter votado em Rosalba, já Dilma eu durmo com a consiência tranquila, pois votei em branco.

  2. Eu estou arrenpendido também de ter votado na nossa Presidenta. Não é que a mulher me enganou…

  3. Lula veio caminhar como Presidente do Brasil, quando os grandes corruptos foram eliminados do seu governo. Dilma os trouxe de volta para junto dela. O carisma político não se aprende na escola, é um dom. E a grande maioria ver o cargo como meio de vida. Eis a questão.

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