
A eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), prevista para fevereiro de 2027, iniciou uma intensa movimentação nos bastidores políticos logo após o encerramento do pleito em 25/10/2026. A disputa pelo comando da Casa transcende a escolha de um nome, revelando a formação de blocos e a capacidade estratégica de influenciar os rumos do governo estadual.
Com a eleição de Cadu Xavier para governar o Rio Grande do Norte, o principal desafio do futuro gestor será a construção de uma base de sustentação sólida no Legislativo. Projeções indicam que o governador eleito iniciará seu mandato sem maioria parlamentar, conferindo à Mesa Diretora um peso decisivo para a governabilidade e a condução das pautas de interesse do Executivo.
Quatro caminhos definem o tabuleiro atual. O PT e o PV articulam a candidatura de Francisco do PT, visando fortalecer o campo governista. Paralelamente, o grupo liderado por Ezequiel Ferreira (PSDB) sinaliza apoio a Cristiane Dantas, enquanto o União Brasil e o PP lançaram o nome de Kléber Rodrigues. Uma possível aliança oposicionista entre União Brasil, PP e PL, somando 13 deputados, adiciona complexidade ao cenário.
Para Cadu Xavier, a equação exige diplomacia. A viabilidade de projetos e a estabilidade administrativa dependem da capacidade de estabelecer acordos institucionais que evitem o isolamento. O resultado da eleição na Assembleia será o primeiro termômetro do poder de articulação da nova gestão, definindo os espaços de influência e o equilíbrio de forças que ditarão a governabilidade no estado.











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