
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou neste sábado (31/10/2026) que o governo norte-americano não se envolveu diretamente na partida de Flávio Bolsonaro (PL) para o território estadunidense. O posicionamento ocorre após a saída do parlamentar do Brasil, motivada pelo cenário político nacional e pelo pedido de apreensão de seu passaporte expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
“Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”, assegurou Rubio. O secretário pontuou que, caso o senador chegasse a um ponto de entrada oficial, receberia a autorização de entrada condicional (parole), conforme diretriz de Donald Trump.
A logística da saída, contudo, é alvo de apuração. Segundo o Wall Street Journal, em reportagem publicada na quarta-feira (28/10/2026), o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, teria auxiliado na obtenção da aeronave particular utilizada pela família. A operação teria contado ainda com o apoio de Santiago Caputo, assessor do presidente argentino Javier Milei.
De acordo com os relatos, a Polícia de Segurança Aeroportuária da Argentina escoltou o veículo de Flávio Bolsonaro até o Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu, onde o jato fretado pela Baires Fly aguardava para a decolagem. A coordenação do plano teria sido realizada via contato direto entre Santiago Caputo e Eduardo Bolsonaro.
O impacto dessa movimentação de bastidores reflete tensões diplomáticas, com desdobramentos previstos para o cenário internacional. Marco Rubio confirmou que pretende dialogar sobre o contexto atual com o ministro de relações exteriores do Brasil, Mauro Vieira, durante a próxima reunião do G7, na França.









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