O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu a uma falha técnica a exibição sem áudio da propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), transmitida nesta segunda-feira (12), às 13h. O problema ocorreu no Pool de Mídias, estrutura responsável por organizar tecnicamente os programas eleitorais e distribuir o sinal às emissoras de televisão.
Segundo a Corte, os áudios dos programas de Flávio e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foram carregados durante a preparação das mídias. O problema foi corrigido a tempo da exibição da propaganda petista, mas a peça do candidato do PL foi ao ar sem som.
O TSE informou que o arquivo de Flávio já foi corrigido e que a propaganda será reexibida conforme as regras do horário eleitoral gratuito.
Antes do esclarecimento do tribunal, Flávio afirmou que o material enviado pela campanha estava correto e criticou a falha. “Eles acham que vão calar minha voz. Mas não vão calar, não vão conseguir, não adianta”, declarou.
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As buscas pelo adolescente Ruan Taylor da Silva Costa, de 16 anos, encerraram-se na madrugada desta segunda-feira (12/10/2026), após o corpo do jovem ser localizado sem vida. O desaparecimento ocorreu no domingo (11/10/2026) no litoral Sul potiguar, mobilizando uma extensa operação de resgate após o rapaz ser levado pela força da correnteza ao tentar prestar socorro a banhistas.
O corpo foi encontrado por volta das 4h sobre pedras em frente a um restaurante na praia de Sibaúma, em Tibau do Sul. Natural de Pirpirituba e residente em Mamanguape, na Paraíba, o jovem estava no Rio Grande do Norte em uma excursão. Segundo relatos, a família não tinha conhecimento da viagem realizada para aproveitar o feriadão.
O incidente aconteceu por volta das 12h20 do domingo (11/10/2026), quando o adolescente entrou na água nas proximidades do encontro do mar com o Rio Sibaúma, em Barra do Cunhaú, para auxiliar quatro pessoas que enfrentavam dificuldades. Embora os banhistas tenham conseguido retornar à areia em segurança, o jovem foi arrastado pela dinâmica das marés.
A área, reconhecida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) como um dos trechos mais perigosos do litoral devido às correntes de retorno, foi alvo de buscas por terra, água e varreduras aéreas com o auxílio do helicóptero Potiguar 01 até o anoitecer de domingo.
Após a localização por populares, o Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep-RN) foi acionado para os procedimentos de perícia e remoção. O caso, que comove profundamente as comunidades de Pirpirituba e Mamanguape, segue sob análise dos órgãos competentes, com procedimentos técnicos finalizados para a liberação do corpo aos familiares.
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Os institutos Quaest e Datafolha consolidam nesta semana as primeiras sondagens de intenção de voto voltadas ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A série de levantamentos busca mapear o comportamento do eleitorado em um momento decisivo para as campanhas de Lula (PT) e Bolsonaro (PL), que protagonizam a disputa final agendada para 25/10.
A Quaest realiza a divulgação de seu primeiro levantamento na quarta-feira (14/10). A pesquisa, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo, foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08729/2026. A metodologia compreende a escuta de 2.154 eleitores com idade igual ou superior a 16 anos, coletados entre 10/10 e 13/10. O estudo apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Na sequência, o Datafolha apresenta seus novos dados na quinta-feira (15/10). Contratado pela Folha de S.Paulo e registrado no TSE sob o protocolo BR-00466/2026, o levantamento entrevistará 2.520 pessoas acima de 16 anos. O período de campo ocorre de 13/10 a 15/10, mantendo a margem de erro de dois pontos percentuais e o intervalo de confiança de 95%.
A divulgação destes números é vital para o entendimento da dinâmica democrática, oferecendo ao cidadão uma radiografia das intenções de voto. Estes dados permitem que o eleitor acompanhe as tendências de um processo que definirá os rumos da administração pública nacional pelos próximos quatro anos.
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A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros 5 nomes. O motivo da representação, apresentada nesta segunda-feira (12/10/2026), é a circulação de vídeos que associam, de forma generalizada, participantes de um ato pró-Lula na Av. Paulista, em São Paulo, a práticas de vandalismo, consumo de drogas e terrorismo.
A investida judicial busca a preservação da integridade do processo democrático ao questionar o uso de imagens que a coligação classifica como descontextualizadas. O episódio afeta a percepção pública sobre o direito à livre manifestação, transformando cenas de eventos sociais em ferramentas de disputa política que, segundo a defesa, visam enganar o eleitorado.
Além de Flávio Bolsonaro, a ação cita o vereador Rony Gabriel (Podemos-RS), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o vereador Lucas Pavanato (PL-SP), o empresário Pablo Marçal e o PL (Partido Liberal). A petição detalha que um dos vídeos utilizados para atacar a manifestação realizada no domingo (11/10/2026) foi gravado originalmente em 10/10/2026, no Chile, o que configuraria manipulação de contexto.
A coligação solicita, em caráter liminar, a imediata remoção das postagens das redes sociais e, no mérito, a condenação dos envolvidos ao pagamento de multa de até R$ 30 mil por cada publicação. O processo foi distribuído ao ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira, que analisará o pedido antes de uma decisão definitiva. Cabe recurso às instâncias superiores da Justiça Eleitoral sobre a eventual concessão ou negativa da tutela de urgência.
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O arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, defendeu nesta segunda-feira (12/10) a preservação do respeito mútuo em meio ao acirramento da polarização no Brasil. Ao analisar o atual momento do país, o religioso destacou que o ambiente público está sobrecarregado por disputas e acusações, alertando que ninguém possui o direito de utilizar a fé como ferramenta para ferir o próximo.
A reflexão ganha relevância ao abordar o impacto real dessas tensões na vida cotidiana. Segundo Dom Mário, a dificuldade em conviver com o contraditório e a tendência de rotular quem pensa diferente como inimigo são sintomas de um adoecimento coletivo. Para o arcebispo, quando essa intolerância permeia a política e a religião, a saúde social e mental da população é diretamente prejudicada.
Durante entrevista realizada nesta segunda-feira (12/10), o religioso enfatizou a necessidade de “furar bolhas” e buscar o diálogo para a promoção do bem comum. Questionado sobre a instrumentalização da figura de Nossa Senhora em embates eleitorais e a propagação de desinformação, ele apontou o papel das redes sociais e do WhatsApp na aceleração de conflitos desnecessários.
Para combater o cenário de hostilidade, Dom Mário sugeriu que os fiéis adotem a “prudência e o bom senso” como antídotos. O arcebispo reiterou que, apesar das divergências de pensamento, a sociedade brasileira deve evitar o caminho do confronto e da destruição, tratando o próximo com a fraternidade que a dignidade humana exige.
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitará o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã de terça-feira (13/10/2026). A autorização foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, permitindo o retorno das visitas ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Flávio manifestou estar “ansioso” pelo encontro ao falar com a imprensa nesta segunda-feira (12/10/2026), logo após participar de uma missa na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Brasília. Embora não tenha detalhado a pauta da conversa, o senador adotou um tom de cautela ao ser questionado sobre a campanha eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O parlamentar aproveitou a ocasião para criticar as decisões do STF, classificando-as como medidas sem amparo legal que buscam afastar um líder político de seu sucessor e um pai de seu filho. A restrição às visitas de Jair Bolsonaro havia sido imposta pelo ministro Alexandre de Moraes em julho, após a publicação de uma carta do ex-presidente em redes sociais, o que violou ordens judiciais vigentes.
Apesar da liberação, a decisão judicial mantém o veto a qualquer forma de manifestação política por parte de Jair, seja direta ou através de terceiros. Flávio, que liderou o primeiro turno com 47,03% dos votos, esteve acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e do candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL-AL), além de aliados como a economista Daniella Marques e o senador Izalci Lucas (PL-DF).
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Ao deixar a Catedral de Brasília, onde foi “agradecer a Deus” e “reforçar a fé” pelo futuro do Brasil, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro celebrou a possibilidade de voltar a ver o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após mais de 90 dias. “São mais de três meses sem poder vê-lo por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, sem nenhum amparo legal. Apenas com o intuito de tentar separar um líder político, de quem está concorrendo à Presidência da República, e separar um pai de um filho, que eu acho que é o mais grave”, desabafou Flávio, ao criticar a medida.
O candidato disse estar “ansioso” pelo reencontro. “Para dar um abraço forte nele, primeiro de tudo, ver como é que está o rosto dele, o ânimo dele com tudo o que aconteceu, que eu só estou sabendo por terceiras pessoas. Então, espero olhar no olho, dar um abraço e espero que ele esteja feliz”, declarou.
As visitas ao ex-presidente haviam sido proibidas em julho pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a alegação de descumprimento das restrições impostas a Jair Bolsonaro quanto a manifestações nas redes sociais. Embora tenha autorizado a retomada das visitas, Moraes manteve as restrições às manifestações e declarações, inclusive por intermédio de terceiros.
Ao lado da esposa, Fernanda, e do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, Flávio participou da Missa da Equipe Organizadora e Consagração das Partículas, a convite de dom Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano e cardeal da Arquidiocese de Brasília. Segundo ele, a presença também foi motivada pelo “respeito à fé de milhões de brasileiros”, revelando estar muito feliz com a coincidência das datas. “No dia de Nossa Senhora Aparecida, é o dia que eu estou novamente autorizado a visitar o meu pai, vítima de uma injustiça”, disse.
Flávio também estava acompanhado de Daniella Marques, colaboradora e coordenadora da área econômica da campanha, e de Bia Kicis, senadora eleita pelo PL do Distrito Federal. “Então hoje é só para agradecer a Deus, agradecer a todo mundo que está orando, que está rezando pelo nosso Brasil. Está na mão de Deus o futuro da nossa nação”, disse o candidato. Em seguida, acrescentou: “Somos todos cristãos, então fico muito feliz de sair daqui mais uma vez com a energia renovada, agradecer a todos que continuam rezando por nós”, concluiu.
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A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte autorizou a retomada da veiculação da propaganda eleitoral que expõe a aliança política entre Cadu Xavier e a família Rosado, mencionando o histórico relacionado ao escândalo conhecido como “Máfia dos Sanguessugas”. A decisão foi proferida pelo desembargador eleitoral Daniel Cabral Mariz Maia, que negou o pedido de remoção protocolado pela defesa da pré-candidata a vice-governadora Larissa Rosado.
Veja o vídeo:
Ao analisar o recurso, o magistrado destacou que a propaganda em questão limita-se a trazer ao público fatos históricos e notórios da política potiguar. Segundo o desembargador, o vídeo não imputa expressamente condutas criminosas a Larissa Rosado, tratando-se de crítica de natureza política respaldada pelo direito de informação do eleitorado.
”A peça traz acontecimentos públicos e não atribui expressamente crimes a Larissa Rosado. Críticas políticas severas, quando fundamentadas em fatos e no histórico dos atores públicos, são protegidas pela liberdade de expressão e fazem parte do debate democrático”, fundamentou o magistrado em sua decisão.
Liberdade de expressão e debate democrático
Com o entendimento do TRE-RN, o material publicitário que a defesa de Larissa Rosado buscou censurar volta a ser veiculado normalmente nas redes e guias eleitorais.
A jurisprudência eleitoral reafirma que o escrutínio público sobre alianças partidárias, coligações e o passado de lideranças políticas é elemento essencial para a formação do voto consciente, devendo a Justiça intervir apenas em casos inequívocos de calúnia, difamação ou divulgação de informações comprovadamente falsas (fake news).
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