
Se Allyson Bezerra ficou insatisfeito com o terceiro lugar obtido em Caicó, onde contou com o apoio do prefeito Dr. Tadeu, talvez seja necessário olhar primeiro para o resultado de sua própria terra. Ou, para o seu próprio rabo.
Em Caicó, Allyson terminou atrás de Álvaro Dias e Cadu de Lula. Álvaro alcançou 39,45% dos votos válidos, Cadu ficou com 32,81% e Allyson obteve 27,56%.
Mas o resultado de Mossoró para o Senado oferece um contraponto importante. Zenaide Maia, apoiada politicamente por Allyson, terminou apenas na quarta colocação no município. Styvenson Valentim foi o primeiro, com 76.719 votos; Samanda de Lula ficou em segundo, com 44.073; Coronel Hélio veio em terceiro, com 43.575; e Zenaide apareceu somente depois, com 41.437 votos.
E o resultado estadual tornou essa votação ainda mais significativa. Zenaide terminou a eleição em terceiro lugar no Rio Grande do Norte, com 630.159 votos, apenas 5.765 votos atrás de Samanda de Lula, eleita para a segunda vaga com 635.924 votos. Styvenson Valentim conquistou a primeira vaga.
Ou seja: nem mesmo em Mossoró, principal base política de Allyson, o apoio do ex-prefeito foi suficiente para colocar Zenaide entre os dois candidatos ao Senado mais votados no município.
Por outro lado, em São Gonçalo do Amarante, Allyson ficou em primeiro lugar na disputa pelo Governo do Estado, alcançando 44,96% dos votos válidos.
Portanto, os próprios resultados mostram que transferência de votos não é automática. Se Allyson pode cobrar explicações pelo terceiro lugar em Caicó, o mesmo raciocínio poderia ser aplicado ao desempenho de Zenaide em Mossoró.
Na política, apoio não significa necessariamente voto transferido. Antes de colocar na conta de Dr. Tadeu o resultado de Caicó, Allyson tem um resultado dentro de casa para analisar: o de Mossoró.












Duvido que foi para hospital público