Por Ariolan Fernandes
Atacar adversários é fácil. Difícil é sustentar o discurso com coerência e respeitar os princípios que devem valer para todos, inclusive para quem pensa diferente.
Defender um acusado não significa defender o crime. Confundir advocacia com cumplicidade é desprezar o direito de defesa, uma garantia fundamental que não pode depender de partido, ideologia ou conveniência eleitoral.
O problema não é ter posição política. É agir como se as próprias convicções fossem verdades absolutas e os adversários não merecessem as mesmas garantias jurídicas que se exigem para os aliados.
Distintivo não é palanque. Cargo público não é instrumento de militância. E autoridade nenhuma está acima do escrutínio da sociedade.
Quem exerce uma função pública precisa compreender que o respeito à lei exige mais do que discursos inflamados: exige imparcialidade no exercício do cargo, responsabilidade nas palavras e compromisso com os princípios democráticos.
Porque a democracia não se mede pela força com que alguém ataca o adversário, mas pela capacidade de respeitar direitos até quando isso contraria suas próprias convicções.
A lei não tem lado. O direito de defesa não tem partido. E coerência não pode ser apenas um discurso de ocasião
* Ariolan Fernandes é Advogado
Sábias palavras. Vergonha alheia que estou sentindo dessa Dra Delegada. Não sou dessas mulheres que usam seus cargos apenas como passaporte midiático. Que orgulho que tenho de mim mesma por pensar diferente de um ser que usa seu cargo para lacrar e ameaçar o direito de pensar diferente das outras pessoas.