
O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou a favor da prorrogação por mais 90 dias da Operação Mederi, que investiga o esquema criminoso de desvio de recursos da saúde pública de Mossoró e de outros municípios do Rio Grande do Norte.
O argumento, que está na mesa do desembargador Rogério Fialho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), é legitimado pelo trabalho pendente como a falta de perícia nas licitações indicadas pela Polícia Federal e a análise de todos os dispositivos eletrônicos apreendidos.
A Operação Mederi apura desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Trata-se do maior escândalo de corrupção da história de Mossoró.
O ex-prefeito de Mossoró e candidato a governador, Allyson Bezerra (União Brasil), é colocado pelos investigadores no “topo” da organização criminosa. Ele seria beneficiado por propina de 15% dos valores contratados para a aquisição de medicamentos por meio da empresa DisMed Distribuidora.
Allyson foi alvo de busca e apreensão em seu duplex no dia 27 de janeiro deste ano e se negou a entregar as senhas de seus aparelhos celulares apreendidos. Ele nega tudo e jura inocência. Outros sete investigados são monitorados por tornozeleiras eletrônicas.
Advogados dos investigados pedem que o processo saia do TRF-5 e desça para a primeira instância e, por consequência, anule todos os atos da Operação Mederi.
A decisão está nas mãos do desembargador Rogério Fialho.
defato.com












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