
O governo Lula terá de enfrentar um impacto negativo de R$ 26,3 bilhões no Orçamento de 2027, provocado pela queda na arrecadação de dividendos das estatais federais e pelo aumento dos recursos destinados a socorrer essas empresas, especialmente os Correios.
Segundo dados do Tesouro Nacional, a previsão de receitas com dividendos cairá de R$ 51,5 bilhões em 2026 para R$ 30,9 bilhões no próximo ano. Ao mesmo tempo, os aportes às estatais devem saltar de R$ 257 milhões para R$ 6 bilhões, principalmente por causa do plano de recuperação dos Correios.
A estatal registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano, após encerrar 2025 com perdas de R$ 8,5 bilhões. Já o conjunto das estatais federais acumulou déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o pior resultado para o período desde 2002, segundo o Banco Central.
O cenário aumenta a pressão sobre as contas públicas, já que o governo também precisará remanejar cerca de R$ 20 bilhões para acomodar medidas econômicas anunciadas durante a campanha eleitoral.
O Tesouro ainda alerta para o risco de novos aportes emergenciais em empresas como Eletronuclear, Casa da Moeda e companhias portuárias. Para 2027, o governo terá de perseguir uma meta de superávit de 0,5% do PIB, equivalente a R$ 73,2 bilhões.
O Globo












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