O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) decidiu, por unanimidade, manter a condenação da Prefeitura de Catolé do Rocha, administrada pelo prefeito Lauro Adolfo Maia Serafim, por graves irregularidades em uma contratação milionária de combustíveis e óleos lubrificantes. O valor do contrato ultrapassa R$ 5,3 milhões e, segundo o órgão de controle, apresenta indícios claros de falhas graves na gestão dos recursos públicos.
A decisão reforça o rigor do TCE paraibano diante de contratos considerados sensíveis, especialmente aqueles ligados ao fornecimento de combustíveis, área historicamente marcada por suspeitas de sobrepreço, direcionamento e consumo incompatível com a frota oficial.
O caso da Paraíba acende um alerta para outros estados da região. Se o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte adotasse uma postura mais incisiva e aprofundasse a fiscalização em contratos semelhantes firmados por algumas prefeituras potiguares, não seria surpresa encontrar fortes indícios das mesmas práticas irregulares.



