Os candidatos ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT) têm adotado um discurso praticamente idêntico sobre o cenário eleitoral do Rio Grande do Norte. Desde o início da pré-campanha, Álvaro vem sustentando que a disputa será definida pela polarização entre direita e esquerda, tese que agora é repetida pelo candidato petista.
Cadu Xavier passou a defender exatamente a mesma avaliação de Álvaro: a de que a eleição potiguar será uma reprodução do embate ideológico nacional, colocando frente a frente os candidatos identificados com a direita e a esquerda.
Na prática, ambos os candidatos acabam projetando um segundo turno entre eles próprios. Álvaro, representante da direita, e Cadu, representante da esquerda, acreditam que a polarização nacional chegará com força ao Rio Grande do Norte e definirá os rumos da sucessão estadual.
Nesse cenário, quem acaba ficando numa espécie de “sem painel ideológico” é o candidato Allyson Bezerra. Até hoje, não conseguem identificar com clareza se ele pertence ao campo da direita, da esquerda, do centro ou do chamado centrão. Em seu palanque convivem forças das mais variadas tendências, sem uma definição ideológica clara. E é justamente essa indefinição que, na avaliação de Álvaro e Cadu, pode acabar deixando o ex-prefeito de Mossoró fora do segundo turno das eleições de 2026.



