A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ganhou uma divisão de tarefas. Enquanto o presidenciável e seu vice, Alfredo Gaspar (PL), concentram as agendas eleitorais nos maiores colégios do país, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), ficou com a missão de rodar os estados atrás de palanques, articulações políticas e, claro, recursos para a campanha.
Em bom português, Marinho também foi escalado para “passar a sacolinha”. Em suas viagens, além de conversar com lideranças e organizar alianças, o senador tem buscado apoio financeiro junto a empresários e potenciais doadores. A arrecadação própria ganhou importância diante da disputa interna pelos recursos do fundo eleitoral, que precisarão ser divididos entre candidatos do PL ao Senado, Câmara, Assembleias e também a Presidência.
A estratégia permite que Marinho chegue a estados que Flávio talvez nem visite no primeiro turno. Foi o que ocorreu em Mato Grosso do Sul, onde o senador se reuniu com o governador Eduardo Riedel, a senadora Tereza Cristina e o ex-governador Reinaldo Azambuja. Flávio, por sua vez, deve concentrar esforços em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, considerados prioritários pela campanha.
Segundo integrantes do QG, a agenda de Marinho será definida conforme as necessidades de cada estado e terá três palavras-chave: palanques, doações e reuniões políticas.
Enquanto isso, Flávio fica com a parte mais visível da campanha: viajar, pedir votos e tentar conquistar o eleitorado. Marinho, pelo visto, fica com a missão de garantir que haja palanque — e caixa — para a festa continuar.
O Globo




