O senador Styvenson Valentim (Podemos) parece ter despertado para uma realidade diferente daquela que imaginava no início da campanha: a reeleição não será uma caminhada solitária nem tão tranquila quanto parecia. A contratação de um marqueteiro para reforçar sua campanha é um sinal dessa mudança de postura.
Na primeira eleição para o Senado, Styvenson praticamente dispensou a estrutura tradicional de marketing político e chegou lá apostando fortemente na própria imagem e nas redes sociais. Em 2026, entretanto, o cenário é outro. As últimas pesquisas mostram uma disputa mais apertada e uma vantagem bem menos confortável.
O problema é que aquela sensação de candidato praticamente imbatível começa a desaparecer.
Zenaide Maia e Samanda de Lula ganharam espaço e passaram a enxergar possibilidade concreta de crescimento. Com duas vagas em disputa, as duas candidatas têm estruturas políticas e eleitorais capazes de transformar a corrida pelo Senado numa batalha muito mais dura para Styvenson.
O senador -considerado arrogante e prepotente – parece ter entendido o recado. Contratar uma equipe de marketing depois de construir uma trajetória marcada justamente pela resistência ao modelo tradicional de campanha demonstra que a preocupação aumentou.
Styvenson começou a abrir os olhos. E talvez até a sentir medo de uma possibilidade que antes parecia remota: Zenaide e Samanda crescerem juntas e deixarem o atual favorito fora de uma das duas vagas.
A campanha ainda tem chão. Samanda de Lula e Zenaide podem crescer ainda mais.




