Confesso que minha leitura sobre o governo do Rio Grande do Norte (RN) ser asssumido pelo vice-governador Walter Alves mudou. Antes, acreditava que ele acabaria aceitando o cargo com a desincompatibilização de Fátima Bezerra para disputar o Senado. Hoje, porém, não penso mais assim.
O cenário financeiro do Estado é crítico: a folha de pagamento está em rombo impagável, ajustes fiscais se mostram quase impossíveis e a responsabilidade de administrar essa situação seria, sem dúvida, um verdadeiro “bacaxi” para Walter descascar.
Nem mesmo Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia e candidato à reeleição, deve se arriscar a assumir um governo nessas condições. Por isso, começo a creditar que Walter Alves, com a cautela que lhe é conhecida, deve recusar o sacrifício e preservar sua imagem política.




