Moradores protestam por solução urgente na duplicação da Reta Tabajara

Moradores, comerciantes e lideranças comunitárias de Macaíba se reunirão nesta quinta-feira 11 para organizar uma mobilização e exigir uma solução urgente para o impasse causado pela paralisação das obras de duplicação da Reta Tabajara. A situação, que se arrasta há mais de uma década, está gerando prejuízos significativos nas relações comerciais e no trânsito da cidade.

Os residentes enfrentam dificuldades crescentes para acessar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Macaíba devido ao fechamento de acessos da BR-304 às principais vias urbanas. Além disso, as comunidades ao sul da cidade estão sofrendo com restrições de trânsito, já que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fechou três acessos cruciais, deixando a população com apenas uma rota viável de acesso.

Segundo Tomaz Sena, morador local, a situação é crítica e o fechamento dos acessos tem causado sérios transtornos. “Desde dezembro do ano passado, o Dnit fechou os acessos da rodovia às principais vias da cidade. Isso tem prejudicado o acesso à UPA, aos comércios locais e a várias áreas importantes da cidade. As pessoas estão tendo que se deslocar a pé, enfrentando condições precárias de barro e poeira. A situação é terrível”, relata.

Ele compartilha um episódio pessoal chocante para ilustrar a gravidade da situação. “Recentemente, fui atacado por um enxame de abelhas e só consegui chegar à UPA depois de fazer uma manobra proibida no trânsito. Meu filho teve que entrar na contramão para me salvar. É esse tipo de situação que estamos enfrentando”, lamenta.

Além disso, Sena expressa sua frustração com a lentidão das obras, descrevendo o progresso como “a passos de tartaruga”. “A verdade é que não há recursos suficientes para finalizar essa obra. As equipes de trabalhadores foram dispensadas e a população está extremamente insatisfeita com o descaso das autoridades”, desabafa.

Ele descreve a situação em Macaíba como caótica e desesperadora, enfatizando a falta de confiança da população nas promessas de conclusão da obra. “Não temos esperança de que essa obra seja concluída, pois sabemos que não há recursos disponíveis. Sempre nos prometem que vão terminar, mas até agora nada aconteceu. Havia até planos para construir um viaduto na entrada para Jundiaí, mas isso também está comprometido por falta de recursos e autorização”, relata Sena.

Com quase 17 quilômetros de extensão, a Reta Tabajara é uma das principais rotas de escoamento da produção potiguar, conectando o Porto de Natal, o Aeroporto Internacional Aluízio Alves e a região Oeste do Estado. A obra de duplicação do trecho tem custo estimado em R$ 349 milhões e, até o momento, foram investidos cerca de R$ 230 milhões, incluindo gastos com supervisão ambiental, supervisão de obra, desapropriações e execução da obra.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assegura que os recursos necessários para a finalização da duplicação, no valor de R$ 50 milhões, estão garantidos. Além disso, são necessários mais R$ 150 milhões para a implantação das vias marginais do trecho já duplicado, entre os municípios de Parnamirim e Macaíba.

A obra beneficiará diretamente 1,5 milhão de habitantes dos municípios de Natal, Macaíba, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, e visa diminuir o número de acidentes na rodovia federal, que atualmente tem um fluxo de 50 mil veículos diários. A BR-304, onde se localiza a Reta Tabajara, é uma Rodovia Federal Diagonal com 418 km de extensão, iniciando em Natal e terminando na divisa com o Estado do Ceará.

Agora RN

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