O presidente em exercício, Michel Temer, transformou a Controladoria Geral da União (CGU) em ministério, desvinculando a entidade do âmbito da Presidência da República. Entidades da sociedade civil e servidores da CGU não gostaram de decisão e estão se mobilizando para que o órgão mantenha a estatura ministerial anterior.
De acordo com Anjuli Tostes, servidora da CGU e integrante da Frente pelo Controle e Combate à Corrupção, a mudança imposta pelo novo governo enfraquece a atuação como órgão de controle de todo o Poder Executivo Federal. “É preciso firmar a CGU como órgão de Estado e não de governo. Tememos a politização do ministério”, explica.
Outro ponto destacado por Tostes é que a desvinculação da Presidência da República deixa a CGU no mesmo nível institucional dos ministérios que são auditados pela entidade. “Desconstrói o projeto criado nos últimos anos. Deixar a CGU no bolo dos ministérios coloca a autonomia relativa que tínhamos por terra”, afirma.



