Discurso de Allyson Bezerra contra os grupos tradicionais entra em contradição com alianças e com a candidatura de Cínthia de Allyson

Quando disputou a Prefeitura de Mossoró, o candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, fez do combate às oligarquias uma das suas principais bandeiras. Na época, apontava a oligarquia dos Rosados, representada pela então ex-prefeita e sua adversária Rosalba Ciarlini, como símbolo de uma velha política que precisava ser derrotada. Venceu a eleição e consolidou sua imagem como uma liderança que se apresentava como alternativa aos grupos tradicionais.
Agora, na condição de candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, o discurso de Allyson parece caminhar em direção oposta. Além de contar com o apoio de integrantes de tradicionais famílias políticas do Estado, como a oligarquia Maia, representada por nomes como José Agripino Maia, João Maia e Zenaide Maia, e da oligarquia Alves, com Walter Alves e Garibaldi Alves Filho, o prefeito mossoroense também dá sinais de estar formando a sua própria estrutura familiar de poder.
A candidatura de sua esposa, Cínthia Bezerra, a deputada estadual reforça essa avaliação. Em muitos ambientes políticos, ela já é apresentada não como Cínthia Bezerra, mas como “Cínthia de Allyson”, numa demonstração de que sua imagem política está diretamente associada ao marido.
Para adversários e observadores da cena política, o prefeito de Mossoró, que se elegeu combatendo a oligarquia dos Rosados, agora se encontra cercado por representantes de outras tradicionais oligarquias do Estado e, mais do que isso, estaria dando os primeiros passos para formar a sua própria oligarquia política no Rio Grande do Norte.


