- Prefeito mistura apoio a candidatos da direita, esquerda e centro e corre risco de confundir o próprio eleitorado
O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, montou para 2026 uma verdadeira miscelânea política que poderá custar caro ao seu patrimônio eleitoral construído na última eleição municipal, quando venceu com ampla maioria.
A avaliação nos bastidores políticos é de que o eleitorado poderá ter enorme dificuldade para compreender o emaranhado ideológico criado pelo prefeito.
Veja o cenário: Dr. Tadeu apoia para o Governo do Estado Allyson Bezerra, tratado por muitos como um político de centro, embora adversários insistam em classificá-lo como alguém de raízes ligadas à esquerda.
Ao mesmo tempo, para o Senado, Tadeu apoia Styvenson Valentim, que se apresenta como nome da direita potiguar.
E, numa terceira vertente completamente diferente, o prefeito também deverá apoiar Samanda Alves, ligada diretamente ao PT e à esquerda.
Nos bastidores, a pergunta que muitos fazem é simples: como o eleitor de Dr. Tadeu vai absorver essa mistura política?
Na prática, o eleitor teria que abrir mão da própria identidade ideológica para acompanhar o prefeito. Um eleitor conservador teria que votar também em candidatos ligados à esquerda. Um eleitor de esquerda teria que caminhar ao lado de nomes da direita. E um eleitor de centro acabaria mergulhado numa composição completamente híbrida.
A leitura política é de que Dr. Tadeu criou um cenário extremamente confuso para sua base eleitoral, juntando num mesmo palanque tendências completamente diferentes e até contraditórias entre si.
Nos bastidores, há quem avalie que essa estratégia poderá provocar desgaste político no prefeito de Caicó e enfraquecer justamente o capital eleitoral expressivo que ele conquistou na última eleição municipal.




