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Violência contra jornalistas ataca os princípios do Estado de Direito, diz presidente da Fenaj

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Schröder: Prejuízos à liberdade de expressão e ao direito dos cidadãos ao acesso à informação
Schröder lembra prejuízo ao direito dos cidadãos ao acesso à informação

O Brasil comemora neste domingo (7), o Dia do Jornalista, em homenagem a Libero Badaró, assassinado em 22 de novembro de 1830, por inimigos políticos. Passados 80 anos da instituição da data, a violência cometida contra a categoria por causa de sua atividade continua. Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Celso Schröder, essa violência não é somente um atentado contra os direitos humanos do cidadão, mas representa um preocupante ataque aos princípios democráticos do Estado de Direito que, entre outras consequências, traz sérios prejuízos à liberdade de expressão e ao direito dos cidadãos ao acesso à informação.

Embora questione dados de organismos internacionais que, para ele, superdimensionam esse tipo de violência no Brasil – pois consideram ataques a todos os profissionais de comunicação, além dos jornalistas – Schröder diz que a situação no país é preocupante porque revela o enfrentamento de interesses privados ao Estado. “Essa violência ocorre, em geral, porque há segmentos que entendem que o exercício do jornalismo atrapalha seus interesses e impedem que eles se realizem. O problema é que se isso não for combatido com efetividade, a situação deixa de ser um crime espontâneo e passa a representar uma ação organizada de enfrentamento ao Estado”, disse.

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