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Turbulência: depois do “barulho” provocada por Kelps, Allyson tremeu na base

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Ao comentar os ataques de Kelps Lima contra os deputados federais Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio, o candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra, preferiu sair pela tangente. Em vez de enfrentar o problema de frente, classificou os atritos como naturais de uma disputa eleitoral e comparou o caso a um desentendimento ocorrido no PL.

A comparação, porém, expõe uma mudança de discurso. Quando o embate envolvia a deputada federal Carla Dickson e a vereadora Nina Souza, Allyson criticou duramente a situação, atribuindo o conflito ao “desespero” das adversárias. Agora, quando a crise acontece dentro da federação que o apoia, o discurso mudou e passou a ser de que tudo é “normal”.

Nos bastidores, a leitura é outra. A pressão de Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio surtiu efeito, Kelps Lima recuou e Allyson sentiu o peso da cobrança. Para muitos interlocutores políticos, o candidato “tremeu nas bases” diante do risco de aprofundar a crise e comprometer a unidade da própria federação.

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