A busca de um discurso que empolgue parcela do eleitorado e tire do nanismo os presidenciáveis dos dois partidos que poderiam capitanear o processo eleitoral pela centro-direita causou avarias no PSDB e no MDB. A tentativa de Henrique Meirelles de se desvencilhar do rótulo de candidato de Michel Temer gerou desconforto entre aliados do presidente. No tucanato, um pressionado Geraldo Alckmin fez reflexão em tom de desabafo: a candidatura, hoje, tornou-se sacrifício pessoal.
Meirelles telefonou ao menos duas vezes para Temer para tentar explicar o conteúdo da entrevista que concedeu ao “Estado de S. Paulo”, na qual disse que sua candidatura não “representa especificamente” a gestão do emedebista. O presidente, dizem auxiliares, não quer ampliar a polêmica.
Integrantes do MDB, porém, lembram ao ex-ministro da Fazenda que ele ainda é pré-candidato e que para mudar de status precisa ser aprovado em convenção do partido. E é o grupo de Temer, concluem esses emedebistas, que vence as disputas internas há quase 20 anos.
No PSDB, Alckmin tem sido obrigado a tentar aplacar, além da própria ansiedade, a de seus aliados. Repete a eles que uma guinada nas pesquisas só virá com a propaganda eleitoral e que o partido precisa entender que a Lava Jato causou avarias sérias no PT, mas também na imagem dos tucanos.




