
Na semana passada, o senador Rogério Marinho (PL), pré-candidato ao Governo do Estado, recebeu em seu gabinete, no Senado Federal, os principais nomes do União Brasil potiguar. Participaram do encontro o prefeito de Natal, Paulinho Freire; a primeira-dama e secretária de Assistência Social da capital, Nina Souza; o deputado federal Benes Leocádio; e o ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual da sigla.
Apesar do clima de cordialidade, pouco foi revelado oficialmente sobre o teor da conversa. À imprensa, José Agripino confirmou que há diálogo entre União Brasil e PL, mas evitou tocar no ponto central da tensão: a resistência de Rogério Marinho em ceder espaço, mesmo com o crescimento evidente de Alysson Bezerra (Solidariedade) nas pesquisas de intenção de voto.
Nos bastidores, comenta-se que Agripino e outras lideranças têm cogitado apoiar Alysson, por reconhecerem sua força eleitoral, especialmente no interior do estado. Porém, Marinho, mesmo ciente da vantagem do prefeito mossoroense, mantém firme sua pré-candidatura ao Governo, desconsiderando o critério das pesquisas — um método geralmente aceito entre os aliados para evitar divisões e derrotas.
A postura do senador tem causado incômodo entre partidos da oposição, que veem na falta de flexibilidade um risco para a construção de uma candidatura única e competitiva contra o grupo governista. A reunião com o União Brasil, ao invés de alinhar estratégias, escancarou o impasse: Rogério quer ser candidato a qualquer custo, mesmo que isso custe a união.



