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Rio Grande do Norte registra déficit de US$ 3,8 milhões na balança comercial em maio de 2026

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Nesta quinta-feira, 04/06/2026, o Rio Grande do Norte registrou um déficit de US$ 3,8 milhões em sua balança comercial, marcando o fim de um ciclo de quase dois anos de superávit. A decisão de fechar o mês de maio no vermelho foi motivada por uma acentuada queda nas exportações, que despencaram mais da metade em relação ao ano anterior, enquanto as importações, impulsionadas por combustíveis, apresentaram alta expressiva. O resultado impacta a economia local e sinaliza um alerta para a saúde financeira do estado.

Os dados, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que as exportações potiguares somaram US$ 37,9 milhões em maio de 2026. Em contrapartida, as importações atingiram US$ 41,7 milhões. Essa inversão de cenário, após um período de saldo positivo, afeta diretamente o fluxo de riquezas do estado.

Em maio de 2025, o Rio Grande do Norte apresentava um superávit de US$ 39,6 milhões, fruto de exportações que totalizaram US$ 77,4 milhões. A diferença de mais de US$ 43 milhões em apenas um ano reflete a magnitude da retração nas vendas externas e um golpe na estabilidade econômica que o estado vinha construindo.

O ouro se destacou como o principal produto de exportação, respondendo por US$ 17,3 milhões das vendas externas, quase metade do total. Frutas, nozes e minerais brutos também figuraram entre os itens enviados ao exterior. No entanto, o desempenho geral foi insuficiente para compensar a queda abrupta.

O Canadá foi o principal destino das exportações do Rio Grande do Norte, com compras de US$ 13,6 milhões. Em contraste, os Estados Unidos reduziram drasticamente suas importações, com uma queda de 87,2% em relação a maio de 2025, representando uma perda de cerca de US$ 26 milhões em negociações. Essa mudança na dinâmica comercial com parceiros importantes reflete a instabilidade do mercado internacional e seus efeitos diretos na dignidade do trabalho e na geração de oportunidades.

No lado das importações, os combustíveis lideraram os gastos, com US$ 14,1 milhões, apresentando um crescimento superior a 100% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Essa dependência crescente de insumos externos, aliada à queda nas exportações, expõe a vulnerabilidade da economia local a flutuações de preços e à instabilidade global, afetando diretamente o poder de compra dos cidadãos.

Apesar do resultado negativo em maio de 2026, o saldo acumulado do ano permanece positivo. De janeiro a maio de 2026, o Rio Grande do Norte registrou um superávit de US$ 277,7 milhões, resultado de exportações de US$ 481,3 milhões e importações de US$ 203,7 milhões. Contudo, o desempenho de maio serve como um indicativo importante a ser observado pelas autoridades.

Enquanto o estado enfrenta um momento desafiador, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 8 bilhões no mesmo mês, evidenciando realidades econômicas distintas dentro do país.

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