A deputada federal Carla Dickson, do União Brasil, classificou como “bolsa crime” a portaria da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte Fundase-RN) que prevê o pagamento de um auxílio mensal de R$ 500, por até um ano, para adolescentes e jovens que concluírem medidas socioeducativas.
A declaração foi feita em publicação nas redes sociais e provocou reação imediata da fundação e do Governo do Estado.
O benefício integra o Programa Pós-Medida Horizontes Potiguares, criado com o objetivo de reduzir a reincidência no sistema socioeducativo, estimular a permanência na escola e facilitar a inserção dos jovens em ações de qualificação profissional e empregabilidade.
Segundo o Governo do Rio Grande do Norte, a política segue diretrizes nacionais e tem caráter temporário, com critérios específicos para concessão do auxílio.
Ataque nas redes e crítica ao auxílio
Na publicação, Carla Dickson afirmou que “adolescentes e jovens infratores vão ganhar R$ 500 do Governo do RN”, associando o programa a um suposto estímulo à criminalidade.
A deputada argumentou que a iniciativa beneficiaria quem cometeu infrações, em detrimento de pessoas que, segundo ela, estudam, trabalham e cumprem a lei.
Apesar de declarar apoio à reintegração social, a parlamentar afirmou que não concorda com políticas públicas que, em sua avaliação, invertem valores, fragilizam a autoridade do Estado e ampliam a sensação de injustiça social.
Fundase reage e nega estímulo ao crime
O presidente da Fundase-RN, Herculano Ricardo Campos, rebateu a declaração e classificou o termo “bolsa crime” como inadequado e distorcido.
Segundo ele, o auxílio é destinado exclusivamente a jovens que já cumpriram integralmente a medida socioeducativa e que, de forma voluntária, optam por seguir acompanhados pela fundação e pelo sistema de Justiça.
Herculano destacou que o benefício funciona como instrumento de apoio à reconstrução do projeto de vida dos jovens, facilitando o acesso a políticas públicas nas áreas de educação, qualificação profissional e trabalho.
Caicó tornou-se uma cidade nostálgica. Vive intensamente de um passado brilhante, mas, no presente, parece paralisada no tempo.
Foi uma cidade que fez governadores, que viveu o esplendor do ciclo do algodão, enriquecendo famílias e impulsionando a economia regional. Em determinado momento histórico, chegou a ser a terceira maior cidade do Rio Grande do Norte em importância econômica e Produto Interno Bruto. Possuía um dos maiores reservatórios do estado, um comércio pujante, uma culinária reconhecida — que, registre-se, ainda é de qualidade —, uma grande festa religiosa, a Festa de Santana, com a fé inabalável de um povo (veja foto da procissão) que resiste até hoje assim como o profano carnaval que, ao longo dos anos vem se sustentando (veja na foto abaixo). Parte da população acredita que o carnaval de Caicó figura entre os maiores do Nordeste. Pode até ser. A diferença entre orgulho local e realidade factual é significativa.
O carnaval é o mapa da mina:
O Carnaval de Caicó é, sem exagero, um dos eventos mais impactantes para o município. Durante os dias de festa, a cidade se transforma em um grande polo de turismo, cultura e geração de renda. Hotéis ficam lotados, casas são alugadas, bares, restaurantes, ambulantes e trabalhadores informais veem o faturamento crescer de forma significativa, movimentando a economia local como poucos momentos do ano conseguem fazer.
Além do aspecto financeiro, o Carnaval fortalece a identidade cultural de Caicó e projeta o nome da cidade para todo o Rio Grande do Norte e estados vizinhos. É um evento que atrai visitantes, estimula o comércio e cria oportunidades temporárias de emprego, mostrando a força da economia criativa quando bem organizada.
Nesse contexto, a Prefeitura de Caicó tem feito o melhor ao investir, planejar e apoiar a realização da festa. A estrutura, a segurança e a valorização das tradições mostram um esforço claro para manter o Carnaval como um ativo estratégico do município. Em tempos de dificuldades econômicas, eventos como esse deixam de ser apenas festa e passam a ser política pública de desenvolvimento e turismo.
Esse passado, porém, já não se sustenta como presente:
Hoje, Caicó ocupa apenas a 10ª colocação no PIB estadual, tendo sido recentemente ultrapassada por Assú. O Açude Itans, outrora símbolo de desenvolvimento, já não exerce papel relevante na dinâmica urbana e econômica da cidade. Ainda se fala em desassoreamento, em discursos repetidos há décadas, para um reservatório que, na prática, deixou de ser central para a vida da população — talvez atendendo apenas a pequenos produtores rurais. O Itans tornou-se mais um elemento do saudosismo local. Esvaziou, inclusive. Está na lona, nem na lama.
No campo político, houve um claro apequenamento. A cidade permanece presa a uma lógica ultrapassada, baseada em rivalidades históricas — verde e vermelho, bacurau e bicudo — sem qualquer projeto moderno de representatividade ou desenvolvimento. Caicó já não possui protagonismo político no estado.
A culinária, embora saborosa e identitária, sobrevive majoritariamente à margem da informalidade, servida em espetinhos nas calçadas. Nada contra os espetinhos — que fazem parte da cultura local e agradam a muitos —, mas uma cidade não pode se sustentar economicamente apenas nisso. Faltam restaurantes estruturados, experiências gastronômicas mais elaboradas e uma política de valorização econômica daquilo que Caicó sabe fazer bem.
Até merece registro o fato de Caicó ter algumas exceções, como bons restaurantes. No entanto, a substituição desses espaços pelos espetinhos de ponta de rua, adotados em massa pela população, tem transformado essa atividade em um verdadeiro pesadelo para seus próprios proprietários. O excesso, a concorrência desordenada e a falta de organização fazem com que muitos sobrevivam no limite, longe da imagem romantizada do negócio fácil e lucrativo.
No último sábado, 27 de dezembro de 2025, tradicional dia de feira, a cidade estava vazia. Um cenário atípico para quem conhece a história comercial de Caicó e que soa como um pedido silencioso de socorro do próprio comércio local.
Não há novos empreendimentos relevantes, não se observa crescimento urbano consistente, nem vertical ou horizontal. Em comparação com cidades vizinhas, Caicó estagnou.
Os profissionais mais qualificados, ao primeiro sinal de oportunidade, partem para capitais ou cidades mais atrativas, levando consigo talento, inovação e futuro. O êxodo silencioso se repete ano após ano.
Enquanto isso, uma parcela da população permanece acreditando que o tempo do brilho, do auge e do progresso ainda é atual. Não é.
Caicó precisa, urgentemente, trocar a nostalgia por planejamento, a memória por ação e o orgulho pelo enfrentamento honesto da realidade. Caso contrário, continuará sendo apenas aquilo que se tornou: uma cidade que vive de saudade.
Caicó das festas na Ilha de Santana:
Caicó já não vive o mesmo apogeu econômico de outros tempos, mas ainda encontra nas festas da Ilha de Santana um dos raros momentos em que a cidade realmente se movimenta. É nesse período que o comércio respira, a rede hoteleira lota, os bares e restaurantes ganham novo fôlego e a cidade volta a receber visitantes de toda a região.
As festas ainda funcionam como um motor temporário da economia local. Geram renda, empregos informais e colocam Caicó novamente no mapa dos grandes eventos do interior. Mesmo com críticas à organização ou ao excesso de dependência desse calendário festivo, é inegável que a Ilha de Santana segue sendo o principal palco de dinamização social e econômica do município.
Fora desse período, a cidade enfrenta dificuldades conhecidas: comércio retraído, consumo baixo e poucas alternativas estruturadas de lazer e entretenimento. Por isso, as festas acabam carregando um peso maior do que deveriam. Ainda assim, enquanto outros vetores não surgem, é na Ilha de Santana que Caicó mostra que ainda sabe se reinventar, mesmo que por alguns dias no ano.
2 comentários em "Caicó de Santana, da culinária, do apogeu, da decadência, do carnaval, do espetinho, do Itans, do algodão, das festas, dos políticos…"
Samara Fernandes29/12/2025 às 20:18
A primeira oportunidade sai e nao pretendo voltar ,para morar apenas esporadicamente voltarei para visitar familiares. Caico se perdeu no tempo.
PITULEIRA29/12/2025 às 15:32
PARABENS XERIFE.SO VOCE TEM CORAGEM PRA FALAR ISSO.PURA VERDADE.
A Receita Federal do Brasil e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC/PCRN), apreenderam 111 kg de cocaína escondida em placas de mármore, em um estabelecimento no Distrito Industrial de Emaús, em Parnamirim.
A ação ocorreu na madrugada do último sábado (27) e resultou na apreensão da droga, avaliada em mais de R$ 150 milhões. O resultado da ação integrada, da Operação Terceiro Eixo, foi divulgado nesta segunda-feira (29).
Durante a operação em uma marmoaria, utilizada para a movimentação de grandes quantidades de entorpecentes, foram encontrados 105 tabletes da droga em estruturas de pedras ornamentais, montadas de forma a dificultar a detecção durante fiscalizações de rotina.
Para a retirada do material ilícito, foi necessária a destruição das estruturas, que escondiam a cocaína.
Segundo a investigação, a empresa, adquirida há aproximadamente um ano, vinha sendo estruturada para atuar nessa rota criminosa, com investimentos provenientes de organizações criminosas das regiões Sul e Sudeste do país.
Caicó vai se despedir de 2025 e receber 2026 em grande estilo. No dia 31 de dezembro, a tradicional Ilha de Sant’Ana será o palco de uma das maiores festas de Réveillon do Seridó, reunindo grandes atrações nacionais e regionais em uma noite marcada por música, emoção e celebração em família.
Entre os destaques da programação está a cantora Vanessa da Mata, uma das vozes mais consagradas da Música Popular Brasileira, que promete embalar o público com sucessos que atravessam gerações. O Réveillon de Caicó também contará com o talento do vaqueiro forrozeiro Augusto Dantas, trazendo o autêntico ritmo nordestino para animar a virada do ano.
Completando o time de atrações, a dupla Hugo & Heitor promete levantar o público com muito romantismo e sertanejo, enquanto Tetê e a banda Circuito Musical garantem um repertório dançante e contagiante, transformando a Ilha de Sant’Ana em um verdadeiro espetáculo de alegria e confraternização.
Mais do que um evento musical, o Réveillon de Caicó é um momento de encontro das famílias, amigos e visitantes que escolhem a cidade para celebrar a chegada de um novo ano.
O evento é organizado pela Prefeitura de Caicó através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. Com uma programação diversificada e um dos cenários mais bonitos do Rio Grande do Norte, o Réveillon na Ilha de Sant’Ana promete ser inesquecível, reunindo emoção, fé, esperança e muita música para dar as boas-vindas a 2026.
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Em 2025, a Câmara dos Deputados desembolsou R$ 222.888.247,27 com as cotas parlamentares dos 513 deputados federais. Os dados constam no site oficial da Casa e detalham os gastos realizados ao longo do ano com recursos destinados ao exercício do mandato.
O maior gasto individual foi registrado pelo deputado Zé Adriano (PP-AC), que utilizou R$ 581.215,39 da cota parlamentar. Em seguida aparece o deputado José Nilto (PDT-AP), com despesas que somaram R$ 578.321,43.
Na comparação com o ano anterior, houve redução nos valores desembolsados. Em 2024, a Câmara gastou R$ 251.247.645,72 com a cota parlamentar, o que indica uma queda significativa em 2025.
A cota parlamentar é utilizada para cobrir despesas relacionadas à atividade legislativa, como passagens aéreas, serviços de telefonia, combustíveis, hospedagens e divulgação do mandato. Parte desses gastos ocorre por meio de reembolso, mediante apresentação de comprovantes, enquanto outra parcela é paga diretamente pela Câmara, a exemplo da compra de passagens aéreas por débito automático.
A influenciadora digital potiguar Simone Maniçoba, de 45 anos, morreu após complicações durante os preparativos para fazer uma cirurgia plástica. O caso aconteceu em Mossoró, no Oeste potiguar.
Segundo o representante da família, o amigo Gledson Marques, Simone recebeu uma anestesia e ainda estava tendo a área do corpo preparada para a lipoaspiração quando teve uma parada cardiorrespiratória.
Ainda de acordo com ele, Simone ficou em parada por cerca de um minuto e meio e foi reanimada, mas teve um inchaço no cérebro como sequela. Ela ficou internada na UTI do Hospital Wilson Rosado, mas não resistiu ao edema. A morte cerebral foi confirmada neste domingo (28).
Simone era casada há 26 anos e deixa marido e dois filhos, de 25 e 14 anos. O compadre conta que ela já vinha se preparando há um tempo para o procedimento, inclusive com perda de peso. “Era um sonho dela, como da maioria das mulheres. Desejo de ter um corpo mais bonito. Fez todos os exames necessários”, conta.
Gledson ainda afirmou que a família trata o caso como uma fatalidade, e não como um erro médico, considerando que havia um risco cirúrgico. Procurado pelo g1, o Conselho Regional de Medicina disse que não recebeu nenhuma denúncia sobre o caso.
O velório começou ainda neste domingo (28) no Memorial Jardim das Palmeiras, onde o corpo foi sepultado no fim da manhã desta segunda-feira (29).
Simone era natural de Alexandria, no Alto Oeste potiguar, contava com quase 65 mil seguidores em uma de suas redes sociais e era conhecida por realizar “lives” nas redes sociais com vendas de produtos de lojas diversas na cidade de Mossoró.
“Simone, vou sentir tanta, mas tanta saudade de você, da sua alegria, da energia positiva que só você tinha das lives que só você sabia fazer”, comentou uma amiga nas redes sociais.
G1 RN
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Os números do banner eleitoral mostram um dado inquestionável: a eleição municipal em João Câmara foi tudo, menos tranquila. A prefeita Aize Bezerra venceu com 51,39% dos votos válidos contra 48,61% do adversário Maurício Caetano. Uma diferença de apenas 616 votos, num universo de pouco mais de 22 mil votos válidos. Foi uma disputa voto a voto, polarizada, com o município claramente dividido.
À luz desse resultado, causa estranheza a pesquisa da Perfil Pesquisas Técnicas, realizada em 22 de dezembro, apontar 89,40% de avaliação positiva da gestão. O salto entre uma vitória apertada nas urnas e uma aprovação beirando os 90% levanta questionamentos legítimos — não sobre a legalidade da pesquisa, mas sobre sua leitura política.
Primeiro ponto: aprovação administrativa não se converte automaticamente em intenção de voto. Muitos eleitores avaliam uma gestão como “boa” ou “regular positiva”, mas isso não significa adesão política plena nem compromisso eleitoral futuro. O histórico recente do município prova isso: mesmo com máquina na mão, a prefeita enfrentou uma oposição forte e competitiva.
Segundo: a pesquisa ouviu 500 eleitores, o que é estatisticamente aceitável, mas exige cautela na interpretação, sobretudo em cidades onde a disputa é historicamente acirrada. O momento da coleta também pesa. Pesquisas feitas fora do calor eleitoral tendem a inflar índices de aprovação, especialmente quando não há campanha ativa nem confronto direto de narrativas.
Terceiro: a oposição não desaparece porque perdeu por pouco. Pelo contrário. Um resultado tão equilibrado indica base social sólida, que pode estar hoje silenciosa, desorganizada ou momentaneamente retraída, mas não extinta. O banner da eleição é mais fiel ao retrato político estrutural do município do que um recorte isolado de aprovação administrativa.
Portanto, a pergunta correta não é se a oposição acabou, mas onde ela está e como se reorganiza. Os números da eleição mostram que João Câmara não é um território de hegemonia política. A pesquisa aponta conforto momentâneo para a gestão, mas não apaga o fato de que quase metade do eleitorado já se posicionou contra o projeto atual. Ignorar isso pode ser um erro estratégico.
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Furto milionário em João Pessoa: apartamento de desembargadora é alvo de invasão Criminosos levaram joias e objetos históricos avaliados em cerca de R$ 3 milhões, segundo apuração inicial
O apartamento da desembargadora Fátima Bezerra, localizado no bairro do Altiplano, em João Pessoa, foi invadido por criminosos e alvo de um furto de grande proporção. O imóvel estava vazio no momento da ação e ninguém ficou ferido.
O crime foi registrado oficialmente na sexta-feira (26/12), mas, até agora, as autoridades não conseguiram precisar o dia exato em que a invasão ocorreu.
Joias e objetos de José Maranhão estão entre os itens furtados
Segundo informações iniciais, os criminosos levaram um acervo de joias, relógios e objetos pessoais avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões.
Parte do material pertencia ao ex-governador da Paraíba José Maranhão, marido da magistrada, falecido em fevereiro de 2021.
O valor histórico e patrimonial dos itens aumenta a relevância do caso, que passou a ser tratado como prioridade pela polícia.
A primeira oportunidade sai e nao pretendo voltar ,para morar apenas esporadicamente voltarei para visitar familiares. Caico se perdeu no tempo.
PARABENS XERIFE.SO VOCE TEM CORAGEM PRA FALAR ISSO.PURA VERDADE.