
Daniel apresenta situações em que as pessoas agiram de forma desumana e agressiva, como por exemplo, nas mortes de Robin Willians e Eduardo Campos. Ao invés das pessoas demonstrarem compaixão e uma atitude de humanidade, muitas ironizaram os acontecimentos e começaram a fazer da tragédia uma grande piada de mau gosto.
O psiquiatra ainda comenta sobre a forma como as pessoas têm agido no aplicativo Secret. Os usuários têm aproveitado da anonimidade para oprimir, caluniar, difamar e criar boatos sobre os outros. Muitos não se comportariam assim no mundo real, diante de pessoas concretas, e isto Daniel explica com a falta do chamado freio social. O chamado freio social é o momento em que uma pessoa consegue reprimir uma atitude não louvável de outra apenas com o olhar.
É o mesmo caso da liberdade, a pessoa entende o seu limite como sendo onde o do outro começa. Porém, a ausência desse olhar “reprimidor” do próximo faz com que as pessoas não pensem nas consequências de seus atos e palavras no meio virtual. O psiquiatra afirma que o cérebro do ser humano consegue entender o que o outro pensa através das expressões faciais. Porém, como pela internet não existe este contato visual, as pessoas começam a se comportar como psicopatas por não saberem distinguir os sentimentos alheios virtualmente.
Para ele, quando a pessoa não sente a dor alheia ela acaba agindo sem pensar nas consequências. O anonimato tem sido o principal fator para que muitas pessoas ajam como frieza e maldade. Daniel afirma que muitas pessoas com uma predisposição à ruindade aproveitam da invisibilidade da internet para praticar aquilo que não pratica no cara a cara para não sofrer repreensão.

