Radar On-Line:
Como era previsível e foi fartamente alardeado, movimentos sociais ligados ao PT estão recrudescendo os protestos contra o governo de Michel Temer.
Essas manifestações seriam apenas residuais não fosse o fato de que o governo está fragilizado por revelações recentes da Lava-Jato que levaram ao afastamento de dois ministros em menos de 20 dias e pela persistência de más notícias na economia.
Nem o PIB negativo nem o desemprego galopante podem ser colocados na conta de Temer, mas a sucessão de notícias negativas ajuda a manter o ambiente carregado.
Para afastar o fantasma da volta de Dilma Rousseff, aliados de Temer passaram a usar a necessidade de recuperar de vez a economia como discurso para tentar antecipar a conclusão do processo de impeachment no Senado.
Preocupa o Palácio a instabilidade de um grupo de senadores que votou pela admissibilidade do processo, mas tem dado mostras de que não está convicta a votar efetivamente pelo impeachment da petista.
Com a justificativa de que a economia só voltará a andar depois que a situação política estiver definida, Temer quer estancar a fase de más notícias e tentar incutir nos senadores a percepção de que não há espaço para a volta de Dilma.
Terá de fazer isso com a tropa petista na rua e gritando nas redes sociais.

