
As semelhanças entre o programa de Trump e o do PT são já bem conhecidas. Assim como Dilma, Trump foi eleito numa agenda populista prometendo mundos e fundos aos trabalhadores. Apostam no nacionalismo econômico, como na exigência de conteúdo nacional e na rejeição a acordos de livre comércio. Praticam o deficit fiscal insustentável –no Brasil via aumento de gastos, nos EUA via corte de impostos–, ambos dependentes de um improvável aumento da arrecadação.
Para além disso, contudo, há a semelhança do entorno cultural que criam para sustentar seu poder. Esse é ainda mais preocupante. Em poucas palavras: ambos promovem a segregação informacional de eleitores fanatizados, o culto à personalidade, a intimidação de vozes dissonantes e o aprofundamento das tensões sociais.



