O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) manteve Paulo Gonet, procurador-geral da República, à frente das apurações relacionadas ao Banco Master. A decisão, tomada na sexta-feira (25/09/2026) durante sessão extraordinária, foi consolidada após o colegiado rejeitar, por 5 votos a 4, a abertura de uma investigação sobre a conduta do PGR no referido caso.
A deliberação encerra, no âmbito do colegiado, o questionamento sobre a atuação de Paulo Gonet. Em votação paralela, os conselheiros decidiram por unanimidade não analisar um pedido de suspeição ou impedimento, por entenderem que o órgão não possui competência para afastar o PGR de processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
O debate foi motivado por mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que mencionavam o procurador-geral. Além disso, uma fotografia de ambos em um evento realizado em Londres, em abril de 2024, despertou questionamentos entre membros do MPF sobre a relação entre os dois. Parte dos conselheiros argumentou que seriam necessários esclarecimentos adicionais, incluindo detalhes sobre a participação do filho de Paulo Gonet no encontro e o conteúdo de uma ligação telefônica entre o procurador-geral e Daniel Vorcaro.
Leia mais: Conselho Superior do MPF mantém Gonet na condução do caso Banco MasterO relator do caso, Francisco Sanseverino, concluiu que os elementos apresentados não constituíam indícios mínimos para justificar uma investigação criminal. Segundo o relator, as mensagens analisadas não comprovaram conversas diretas entre o ex-banqueiro e Paulo Gonet, o que, somado à mediação atribuída ao advogado Ciro Soares, afastaria a tese de proximidade indevida.
Embora a decisão seja definitiva na esfera administrativa do CSMPF, o placar apertado gerou reflexos nos bastidores. Integrantes da PGR avaliam que a votação evidenciou divisões internas e não dissipou totalmente as desconfianças sobre os contatos entre Paulo Gonet e Daniel Vorcaro. O procurador-geral, por sua vez, nega qualquer irregularidade ou amizade com o ex-controlador do banco, reafirmando sua aptidão para conduzir os processos no STF.





Um corrupto como os demais em Brasília.