
O candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) é consciente que a Operação Mederi será explorada por seus adversários na campanha eleitoral. Mas ele ainda não encontrou o equilíbrio para enfrentar o problema.
No primeiro debate da televisão, promovido pela Band Natal, o seu nervosismo estava estampado no rosto, nas mãos trêmulas e, principalmente, na fragilidade de defesa quando o tema foi explorado. De fato, a operação da Polícia Federal é uma encrenca maior do que a sua ardilidade.
O caso é muito grave. As investigações realizadas até aqui apontam que Allyson, então prefeito de Mossoró, atuou no “topo” da organização criminosa que desviou recursos da saúde pública por meio de licitações fraudulentas na compra de medicamentos.
Na decisão do desembargador federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PF), consta uma escuta interceptada pela PF em que um dos sócios da empresa DisMed Distribuidora de Medicamento afirma o pagamento de propina de 15% para Allyson.
A PF já rastreou a existência de R$ 146 milhões, fruto do suposto esquema envolvendo a DisMed em pelo menos 22 Prefeituras do Rio Grande do Norte. Segundo relatório da PF, a quantidade de dinheiro sacado em espécie é superior a R$ 12 milhões.
Sete pessoas seguem monitoradas por tornozeleiras eletrônicas e auxiliares de Allyson, quando estava prefeito de Mossoró, também foram alcançados.
Portanto, esse é um problema que caminhará de mãos dadas com Allyson durante a campanha eleitoral, mas que pode ser ainda mais letal após a campanha. Independentemente do resultado das urnas.
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