O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) que impeça Samanda Alves (PT), candidata ao Senado, de utilizar o nome “Samanda de Lula” na urna eletrônica. O entendimento é de que a referência direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode causar confusão no eleitorado e proporcionar vantagem indevida à candidata.
Situação semelhante envolve Cadu Xavier (PT), candidato ao Governo do Estado, que adotou politicamente o nome “Cadu de Lula”. Também houve questionamento para impedir a utilização da referência ao presidente.
Mas Samanda e Cadu não demonstram disposição para abandonar Lula. Independentemente dos questionamentos apresentados pelo MPE — e enquanto não houver decisão judicial que determine o contrário — os dois pretendem continuar explorando politicamente a identificação com o presidente.
Não é por acaso. Lula é o principal cabo eleitoral do PT e sua popularidade no Rio Grande do Norte transforma o nome do presidente em ativo eleitoral. Samanda e Cadu querem deixar essa ligação evidente para o eleitor.
Agora, caberá ao TRE-RN decidir se “Samanda de Lula” e “Cadu de Lula” poderão chegar oficialmente às urnas. Até lá, os dois continuarão fazendo questão do sobrenome político: Lula.



