- Prefeito teria tentado resolver situação “no braço” dentro da Prefeitura e caso provocou repercussão nos bastidores políticos do município
O prefeito de Martins, César Móveis, voltou a se envolver em mais uma confusão que repercute fortemente nos bastidores políticos da cidade. Depois de episódios recentes de tensão política, o gestor agora passou a ser chamado por adversários e até por moradores de um verdadeiro “coroné”, daqueles que tentam resolver tudo “no chicote ou no braço”.
O novo episódio aconteceu dentro da própria Prefeitura de Martins, durante uma audiência administrativa. Segundo relatos de pessoas presentes no local, um advogado aguardava o início do procedimento ao lado do seu cliente quando o prefeito teria se exaltado e partido de forma intimidatória em direção ao profissional.
Testemunhas afirmam que o clima ficou extremamente tenso dentro da repartição pública e que chegou a haver princípio de contato físico durante a discussão. A situação, no entanto, foi rapidamente contida antes que tomasse proporções ainda mais graves. Ainda de acordo com os relatos, o advogado manteve postura tranquila e evitou qualquer reação que pudesse ampliar o conflito.
Diante do ambiente carregado e do nervosismo instalado no local, a Polícia Militar precisou ser acionada para controlar os ânimos e restabelecer a normalidade dentro do prédio público.
O episódio acabou provocando forte repercussão na cidade, principalmente pelo fato de envolver um advogado no exercício legal de sua profissão, dentro de um procedimento administrativo oficial da Prefeitura. Entre moradores, o comentário passou a ser inevitável: se um advogado foi tratado dessa forma dentro de um órgão público, como estaria sendo o tratamento dado ao cidadão comum, especialmente às pessoas mais simples que dependem diariamente dos serviços públicos municipais?
Nos meios políticos de Martins, o caso reacendeu críticas sobre a postura institucional do prefeito César Móveis. Recentemente, o gestor também já havia se envolvido em episódios de forte tensão na Câmara Municipal, aumentando o desgaste político e os questionamentos sobre sua maneira de agir diante de divergências e conflitos políticos.




