O episódio envolvendo a entrevista do candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, na rádio 95 FM de Natal reforça a avaliação de que o ex-prefeito estava correto ao questionar o entrevistador. Durante a conversa, conduzida por Miquéas Avelino (na foto com Cadu), Álvaro reagiu ao tom das perguntas — consideradas incisivas, capciosas, e contrárias à sua gestão — e chegou a indagar, ao vivo, se o comunicador teria alguma ligação com o PT.
A suspeita levantada por Álvaro ganha força diante de elementos que vieram à tona. O entrevistador possui registros fotográficos ao lado de Cadu Xavier, candidato ao governo pelo PT, o que é interpretado, nos bastidores, como proximidade política. Soma-se a isso o fato de que a tia de Miquéas ocupa cargo de confiança na Secretaria de Finanças do Estado — pasta que foi comandada por Cadu Xavier e que permanece sob influência do seu grupo político.
Aliados de Álvaro sustentam que o candidato apenas exerceu o direito de questionar, já que também estava sendo questionado de forma duvidosa durante a entrevista. Para esse grupo, a reação foi natural dentro de um ambiente de debate político.
Outro ponto destacado é que o episódio, em si, não teria a dimensão que ganhou. A avaliação é de que setores da mídia alinhados ao candidato petista teriam ampliado a repercussão, transformando a entrevista em um “bicho de sete cabeças”, quando, na prática, tudo ocorreu dentro da normalidade de um confronto de ideias.
O caso segue repercutindo, mas também reforça o debate sobre limites, equilíbrio e transparência na condução de entrevistas em período pré-eleitoral.



