
Depois das carências relatadas pela Polícia Militar, nesta segunda foi a vez da Polícia Civil falar de suas dificuldades. A delegada Helena Cristina, responsável pela DEA (Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente) e pela DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), esteve presente e destacou o número reduzido de agentes.
A equipe da DEA é composta por um escrivão e quatro agentes e a da DEAM por quatro agentes, sem dispor de escrivão. A delegada lamenta que, por ordem da Delegacia Geral, perderá um agente de cada equipe, que serão removidos para Serra Negra do Norte. Para ela, o ideal seria a nomeação de novos agentes. Ela esclareceu que para algumas ações é preciso unir as equipes.
A norma padrão da Presidência da República que trata da estrutura mínima das Delegacias de Atendimento à Mulher, diz que, para uma população de até 100 mil habitantes, o efetivo ideal é de uma delegada e vinte e um agentes. “Estamos muito aquém. Eu não peço nem os vinte e um agentes, apenas que mantenham os que já existem aqui”, disse Helena Cristina em tom de revolta.
Quanto à estrutura física das delegacias especializadas, a titular observou que a DEA precisa se instalar em um local de melhor acesso e mais visível à população. Atualmente, a DEA funciona em um prédio ao lado do CEDUC. A delegada também cita a necessidade de manutenção básica dos prédios. “Já tivemos que pagar a conta de telefone da Delegacia para que não ficasse sem funcionar”, exemplificou.
Para participar de algumas investigações, a delegada chegou a pedir coletes emprestados a outras delegacias. Helena também lamentou a falta de estrutura do ITEP. “A perícia em Caicó só existe para exames de corpo delito. Estamos mais para administrar um caos do que para fazer investigação”, desabafou a delegada.
“A realidade é que são duas delegacias marginalizadas por parte do Governo, por parte da própria instituição Polícia Civil. As pessoas sequer sabem da existência das duas delegacias. Muitas pessoas não registram a denuncia por desacreditar no trabalho da polícia”, observou Helena Cristina.

