A crise política em torno da pré-campanha do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ganhou um novo capítulo após a ausência do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, na convenção da Federação União Progressista, realizada na última segunda-feira (20). O evento homologou as candidaturas do grupo para o Governo do Estado, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
A ausência chamou atenção porque ocorreu poucos dias depois de Carlos Eduardo anunciar, por meio das redes sociais, que havia sido convidado para coordenar a campanha de Allyson em Natal. A indicação, no entanto, provocou forte reação entre vereadores da capital alinhados ao pré-candidato. Em entrevista ao programa Meio Dia RN, o vereador e pré-candidato ao Senado Tércio Tinôco afirmou que o grupo não aceita ser coordenado pelo ex-prefeito.
O episódio ampliou o desgaste interno da campanha. Carlos Eduardo já havia enfrentado sucessivos recuos dentro do próprio projeto político: primeiro, deixou de ser o nome do grupo para disputar o Senado; depois, desistiu da pré-candidatura a deputado estadual. Agora, mesmo anunciado como coordenador em Natal, enfrenta resistência antes mesmo de assumir oficialmente a função.
Outro fato que reforçou as especulações foi o silêncio de Allyson Bezerra diante da crise. Até o momento, o pré-candidato ao Governo não fez qualquer manifestação pública em defesa de Carlos Eduardo nem se posicionou sobre a resistência de aliados à sua indicação.
Nos bastidores, a leitura é de que o ambiente se tornou ainda mais delicado. A ausência de Carlos Eduardo na convenção, somada ao fogo amigo vindo da própria base, alimenta rumores de que sua permanência na coordenação política em Natal poderá ser revista antes mesmo de ser efetivada, aprofundando a crise interna da campanha de Allyson Bezerra.

