- Nova tentativa de quebra da criptografia pode reacender investigações que pareciam caminhar para o esquecimento
A Operação Mederi, que já provocou forte repercussão política no Rio Grande do Norte, pode voltar ao centro do debate. Isso porque ainda não foi possível acessar o conteúdo dos celulares de Marcos Medeiros e Almir Maia, dois nomes considerados de extrema confiança do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra.
Marcos Medeiros, que foi companheiro de chapa de Allyson em 2024 e atualmente ocupa a Prefeitura de Mossoró, é apontado nas investigações como uma espécie de elo entre a Dismed e a administração municipal. Já Almir Maia, que ocupou várias funções na gestão, inclusive a Secretaria de Saúde por um período, também figura entre os alvos da operação.
A dificuldade para quebrar a criptografia dos aparelhos transformou os celulares em uma espécie de caixa-preta para os investigadores. Diante disso, o desembargador federal Rogério Fialho autorizou uma nova tentativa de acesso aos dados.
Nos meios políticos, a expectativa é de que o eventual sucesso dessa nova etapa possa trazer novos elementos para as investigações. Por outro lado, se o assunto continuar esfriando, o cenário de estabilidade tende a favorecer Allyson Bezerra, que permanece competitivo nas pesquisas.
A Operação Mederi, que parecia caminhar para o esquecimento, ainda pode reservar novos capítulos. E, para muitos observadores, a chave desses próximos desdobramentos pode estar justamente no conteúdo guardado nos celulares dos homens de confiança do ex-prefeito de Mossoró.
Até o momento, não há condenação definitiva relacionada aos fatos investigados, e os envolvidos negam irregularidades.




