
As articulações da esquerda para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte têm revelado um desconforto cada vez mais evidente dentro do campo político liderado pelo PT. Embora integrem o mesmo espectro ideológico, as candidaturas de Rafael Motta ao Senado e de Thabatta Pimenta à Câmara Federal são vistas por setores petistas como obstáculos aos objetivos eleitorais prioritários do partido.
No caso do Senado, o projeto do PT é concentrar esforços na eleição de Samanda Alves. Nesse cenário, uma candidatura competitiva de Rafael Motta passa a disputar o mesmo eleitorado identificado com a esquerda, reduzindo o espaço para a estratégia petista. A existência de duas candidaturas no mesmo campo político amplia a concorrência pelos votos progressistas e tem provocado manifestações públicas de insatisfação.
A própria deputada federal Natália Bonavides já fez declarações críticas à candidatura de Rafael Motta em momentos distintos do debate político.
Na disputa por vagas na Câmara dos Deputados, o ambiente também é de preocupação. Integrantes da federação apostam na reeleição de nomes como Natália Bonavides e Fernando Mineiro. Nesse contexto, uma candidatura competitiva de Thabatta Pimenta é vista por aliados como um fator que pode redistribuir votos dentro da própria federação, tornando a disputa interna ainda mais acirrada pelas cadeiras disponíveis.
Assim, o cenário na esquerda potiguar mostra que a principal disputa não ocorre apenas contra os adversários de outros campos políticos, mas também dentro do próprio grupo. As candidaturas de Rafael Motta e Thabatta Pimenta passaram a representar um desafio para a estratégia eleitoral construída pelo PT no Rio Grande do Norte, aumentando a competição pelos votos do eleitorado de esquerda.
