Mortes de agentes penitenciários federais

A Policia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, (19/7), a operação Força e União visando desarticular movimento arquitetado em unidades prisionais federais que tinha como objetivo o assassinato de Agentes Públicos em resposta ao que internos do Primeiro Comando da Capital (PCC) chamam de “opressão”, o que na verdade é a aplicação de regime disciplinar mais rígido, legalmente imposto dentro das Penitenciárias Federais.

Cerca de 30 policiais federais estão cumprindo 8 mandados de busca e apreensão, sendo 4 no Rio de Janeiro, 4 em São Paulo, 1 mandado de condução coercitiva no Rio de Janeiro, além de 5 mandados de prisão preventiva, 1 em Mossoró e 4 em São Paulo.

De acordo com os levantamentos, a facção criminosa PCC assassinou dois Agentes Penitenciários Federais, em menos de um ano: Alex Belarmino Almeida Silva, em setembro de 2016, na cidade de Cascavel/PR e Henry Charles Gama Filho, em abril de 2017, em Mossoró/RN.

No decorrer da investigação do homicídio do Agente Federal de Execução Penal Alex Belarmino, foi descoberto que a facção tinha planos de executar dois Agentes Públicos por unidade prisional.

Já em relação ao Agente Henry, as investigações apontaram que sua morte havia sido planejada há dois anos na cidade de São Paulo e teve início através de integrantes do PCC envolvidos na
coleta de dados, preparo da ação e com participação de pessoas próximas da vítima.

As investigações demonstraram, também, que não há pessoalidade nas ações do PCC, que escolhe seus alvos em razão das informações e de uma maior vulnerabilidade com o fim de se executar um plano preciso e sem deixar indícios de autoria.

Será concedida entrevista coletiva, às 10h30, na sede da Delegacia da PF em Mossoró.

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