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Arcebispo Dom Jaime critica inércia do governo no combate aos efeitos da seca

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dom jaime seca

Diante da situação devastadora enfrentada pelo Rio Grande do Norte com os efeitos da seca e a possibilidade de mais nove anos de escassez de chuvas pela frente, o arcebispo metropolitano de Natal Dom Jaime Vieira Rocha alertou para a necessidade de políticas públicas para a convivência com a seca e criticou a inércia dos governantes potiguares em relação à adoção de medidas definitivas. “A cada seca, parece que nós somos pegos de surpresa, parece que não nos adequamos à convivência com o semiárido”, disse o arcebispo.

Dom Jaime Vieira esteve na Paraíba, na última quarta-feira, 16, onde a Assembleia Legislativa paraibana lançou a Campanha SOS Seca que tem como objetivo chamar a atenção dos governos Federal e Estadual para ações emergenciais e duradoras que resultem em melhorias das condições na convivência com a estiagem.

“Os deputados fizeram uma caravana pela Paraíba e constataram as dificuldades de cada região. Essa experiência resultou na elaboração de um documento oficial que reúne as recomendações dos parlamentares. O que me parece é que nós estamos ainda tentando aprender como lidar com a seca e suas consequências, quando, na verdade, já tínhamos que ter avançado nisso e estarmos aplicando medidas definitivas. Nós temos que questionar e cobrar a quem compete a viabilidade das soluções concretas e imediatas de enfrentamento à problemática da seca”, disse o arcebispo.

Dom Jaime Vieira foi enfático ao afirmar que é preciso que a própria população, a sociedade civil organizada e entidades reconhecidas se mobilizem para que sejam tomadas medidas efetivas de convivência com a seca e que deixem de alimentar o que ele chamou de “velha indústria da seca”. “É preciso que as nossas bancadas se articulem para ver que ações nós podemos empreender como estado, como governo e como sociedade civil para enfrentar essa problemática. Precisamos de políticas públicas que tenham continuidade e não de políticas de governo que somente alimentam a velha indústria da seca”, afirmou o arcebispo.

Da Tribuna do Norte

2 comentários em "Arcebispo Dom Jaime critica inércia do governo no combate aos efeitos da seca"

    LUIS NETO
    22/01/2013 às 07:25

    Tudo é uma questão de prioridade, onde existe mais engenharia aplicada e dificuldades técnicas?
    Construir uma plataforma de petróleo e lançar no alto mar ou fazer canais de alvenaria e bombear água?
    Se o cronograma da transposição estivesse tornado realidade,duas grandes barragens no RN estavam recebendo água, garantindo a continuidade do abastecimento e da perenização do rio a jusante das barragens, onde a irrigação já existente não correria risco de parar.
    Na transposição do rio São Francisco, empresas abandonam a obra culpando o preço do contrato, acho que ocorre é o recebimento de dinheiro adiantado por serviços não realizados.
    A Petrobrás construiu um gasoduto de Urucu a Manaus, passando por dentro da selva, enfrentando todo tipo de adversidades e concluiu.
    http://lba.inpa.gov.br/conferencia/apresentacoes/apresentacoes/633.pdf
    A diferença é que os construtores recebem pelo que faz e tem fiscalização, enquanto o governo federal não fiscalizar com rigor, o projeto será um grande fornecedor da velha industria da seca, como diz o Bispo Dom Jaime.

    214038
    JOSE
    22/01/2013 às 08:04

    Caro Xerife,
    O que Dom Jaime esta dizendo e pura verdade. A seca para o Nordeste sempre foi uma realidade, como tambem a miseria do povo sempre foi utilizada pelos politicos como barganha para se manterem no poder, desde a epoca do imperio
    O foco nao e a seca, pois todos sabem que e uma realidade, o problema esta nos politicos que nao querem acabar com a miseria, e sim de alguma forma tirarem proveito..

    214040

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