O mapa político dos municípios do Rio Grande do Norte mostra Álvaro Dias largando na frente quando o assunto é apoio de prefeitos. Pelos números atuais, o candidato reúne cerca de 71 gestores municipais, contra 56 que estão com Allyson Bezerra e 41 que apoiam Cadu Xavier.
Mas a vantagem de Álvaro não está somente na quantidade de prefeitos. Quando se soma o eleitorado dos municípios onde estão suas principais bases aliadas, o candidato também aparece com uma expressiva densidade eleitoral, tendo Natal, maior colégio eleitoral do Estado, como seu principal ponto de partida.
Allyson também possui uma estrutura considerável. Mossoró é sua grande fortaleza, acompanhada pelo Oeste e por municípios importantes da Região Metropolitana. Com esses apoios, tanto Álvaro quanto Allyson alcançam bases municipais que, somadas, ultrapassam individualmente a marca de um milhão de eleitores.
Cadu aparece atrás nesse mapa, com 41 prefeitos. A compensação política do candidato está na presença de Lula na campanha e na força eleitoral que o presidente mantém no Rio Grande do Norte.
Na fotografia atual das bases municipais, portanto, Álvaro leva vantagem. Tem mais prefeitos e parte de uma estrutura eleitoral de grande peso. Allyson vem próximo e igualmente amparado por grandes colégios eleitorais. Cadu, com uma quantidade menor de prefeitos, aposta no chamado “fator Lula” para diminuir essa diferença.
É uma guerra de estruturas que começa nas prefeituras, mas que somente as urnas dirão até onde será capaz de chegar.




