Não tem fundamento tentar construir a narrativa de que Álvaro Dias deixou de ser de Caicó simplesmente porque sua trajetória política ganhou dimensão estadual e chegou à Prefeitura de Natal. Álvaro nasceu politicamente em Caicó, onde foi vice-prefeito e secretário municipal de Saúde na administração do saudoso Manoel Torres. Depois, avançou para outros espaços da vida pública, elegendo-se deputado estadual e deputado federal, sem deixar de manter relações políticas e pessoais com sua terra.
Chegar a Natal e posteriormente administrar a capital não significa apagar suas origens. Pelo contrário: ocupar a Prefeitura de Natal historicamente serviu de caminho para políticos potiguares ampliarem sua projeção estadual. Wilma de Faria, também caicoense, José Agripino Maia e Garibaldi Alves Filho passaram pela Prefeitura de Natal antes de chegarem ao Governo do Estado. Com Álvaro, o movimento político segue lógica semelhante.
Álvaro Dias foi prefeito de Natal, conquistou projeção na capital e agora disputa o Governo do Rio Grande do Norte. Isso não muda o lugar onde estão suas raízes. Álvaro continua se apresentando como filho de Caicó e mantém vínculos com o município. Crescer politicamente, disputar espaços maiores e administrar a capital não transforma ninguém em menos caicoense.
A tentativa de colocar em dúvida sua identidade com Caicó confunde origem com trajetória política. Uma coisa não elimina a outra. Álvaro saiu de Caicó para alcançar posições de maior dimensão na política potiguar, assim como fizeram outros nomes importantes da história do Estado. A Prefeitura de Natal ampliou sua projeção; não apagou suas raízes.
E se Álvaro for eleito governador do estado Caicó certamente ganhará um impulso importante. Quem não faz pela sua terra não faz pela terra de ninguém.




Existe uma Pátria na nossa Pátria; é a Terra que nos viu nascer!