No início da tarde de hoje (27) já chegava a 35 o número de famílias assistidas pela prefeitura de Ipanguaçu e pela Defesa Civil do município em decorrência das águas do Açude Pataxó, que chegam a algumas localidades da cidade e invadem um número crescente de casas desde a última segunda-feira (25).
De acordo com a Defesa Civil de Ipanguaçu, os bairros atingidos até esta tarde são dois: Maria Romana e Ubarana. A maioria das famílias que precisaram deixar suas casas optou por abrigar-se em casas de parentes, em áreas não alagadiças ou em municípios vizinhos. Por enquanto, apenas cinco famílias estão em abrigo da prefeitura do município, localizado na comunidade do Baldum. “A prefeitura e a Defesa Civil realizou o transporte de todas as famílias para o abrigo municipal ou para as casas de seus parentes, bem como retiramos de suas casas os seus móveis e demais pertences, todos devidamente armazenados até que esta situação se resolva”, informou Beto Rocha, presidente da Defesa Civil local.
A preocupante situação de Ipanguaçu pode se agravar. Segundo previsão da Emater, as chuvas na região do Vale do Açu devem se estender até o mês de junho, com picos de precipitações ocorrendo até o mês de maio. Vale resaltar que entre janeiro e abril deste ano já choveu no município mais de 635 milímetros, pouco menos que o volume registrado no mesmo período em 2009, ano em que ocorreu a última grande enchente na região.
“Quadro poderia ser pior”, diz prefeito
As enchentes em Ipanguaçu têm causa conhecida: o assoreamento do Rio Pataxó. No entanto, apenas nos últimos dois anos começaram a ser tomadas providências no sentido de evitar esses transtornos. “Uma importante obra foi a construção, com recursos próprios do município, de uma parede com mais de 70 metros de extensão em 2009, que tem barrado mais de 90% das águas do Rio, redirecionando-as para outro ponto. Não fosse essa realização, a situação poderia ser pior neste momento”, apontou o prefeito Leonardo Oliveira.



