Faltando poucos meses para a eleição, o cenário para a Câmara Federal no Rio Grande do Norte começa a ganhar contornos mais nítidos. Se a votação fosse realizada hoje, a tendência seria de uma divisão equilibrada entre os principais campos políticos do Estado, com direita e esquerda elegendo três deputados federais cada, enquanto o bloco de centro garantiria uma vaga e travaria uma disputa acirrada pela segunda.
No campo da direita, que apoia a candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado, a projeção indica a eleição de Nina Souza, Carla Dickson e Juninho Saia Rodada. Os três aparecem como os nomes mais competitivos da federação, refletindo o fortalecimento do grupo oposicionista e a consolidação de suas bases eleitorais.
Pela esquerda, que tem Cadu Xavier como candidato ao Governo, a tendência também seria de três eleitos: Natália Bonavides, Dr. Bernardo Amorim e Tabata Pimenta. O desempenho desse bloco demonstra que o eleitorado de esquerda mantém densidade suficiente para assegurar uma bancada expressiva na Câmara dos Deputados.
Já o campo de centro, liderado pelo candidato ao Governo Allyson Bezerra, vive uma realidade diferente. Nesse bloco, João Maia aparece como o nome mais consolidado para garantir uma cadeira na Câmara Federal. A segunda vaga, entretanto, permanece em aberto, numa disputa direta entre os deputados federais Benes Leocádio e Robinson Faria, que travam uma corrida voto a voto para permanecer em Brasília.
Naturalmente, esse quadro ainda pode sofrer alterações ao longo da campanha. Convenções, alianças, desempenho eleitoral e o próprio ritmo da disputa poderão modificar o cenário. Mas, considerando a fotografia política atual, a matemática eleitoral aponta para um equilíbrio entre direita e esquerda, enquanto a maior incerteza permanece justamente na federação do centro, onde a última vaga continua sendo o principal foco da disputa.




