
Geoffrey R. Oxnard, autor líder do estudo Atlas das Células Circulantes Genoma Livre (CCGA, para a sigla em inglês) e professor de medicina do Instituto do Câncer Dana-Farber e da Escola de Medicina de Harvard, de Boston, mostrou-se animado com os resultados iniciais. “Existe uma demanda global por testes de detecção precoce de câncer de pulmão que possam ser facilmente implementados pelos sistemas de saúde pública”, justificou a importância da descoberta.
O câncer de pulmão é um dos que mais matam no mundo. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que, a cada ano, a incidência mundial da doença aumenta em 2%. No Brasil, há uma estimativa de 31.270 casos para este ano, sendo 18.740 em homens e 12.530 em mulheres. De acordo com os médicos que participaram do estudo, as taxas de sobrevivência são significativamente maiores quando o tumor de pulmão é detectado cedo — o que não ocorre com frequência. Geralmente, ele só é descoberto quando são apresentados os primeiros sintomas, ou seja, em estágio avançado.


