
Depois de cair 1,2% na última quarta-feira, logo após o adiamento ter sido anunciado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) encerrou o pregão de ontem com nova queda. O Índice Bovespa recuou 0,67%, para 72.429 pontos. Já o dólar subiu 0,82%, cotado a R$ 3,337 para venda. A tendência de desvalorização dos ativos brasileiros deve aumentar nos próximos dias, uma vez que duas das três maiores agências de classificação de risco norte-americanas, a Moody’s e a Fitch Ratings, já deram sinais, ontem, de que podem anunciar em breve novo rebaixamento do país. A nota dos títulos soberanos brasileiros já está a dois degraus abaixo do nível de investimento.




O problema do Brasil não se resolve com a “reforma da Previdência”, mas sim com o combate à corrupção e um judiciário ético e eficaz; pois é inadmissível, por exemplo, auxílio moradia para quem não mora no lugar em que se exerce as suas atividades laborais. Quanto ao discursos dos que se locupletam nas entranhas do sistema financeiro, é mais uma tentativa de manter os orçamentos públicos direcionados aos seus interesses escusos, sobretudo tendo como aliados a incompetência administrativa e o profissionalismo político da grande maioria dos autoproclamados “representantes do povo”. O Rio Grande do Norte é um grande exemplo de décadas de incompetência administrativa.