Como reação política, o pronunciamento de Michel Temer neste sábado tem o efeito positivo de avisar aos navegantes de sua base que ele pretende lutar para ficar no cargo – e, quem sabe, segurar ou adiar a debandada de alguns. Trata-se, porém, de uma faca de dois gumes, antecipando uma manifestação do STF que pode – ou não – representantar uma pá de cal em seu governo no Supremo.
Afinal, o ministro Edson Fachin, que nada faz sem o respaldo da presidente Cármen Lúcia, acolheu em parte a petição do presidente ao determinar que seja realizada a perícia demandada nas gravações de Joesley Batista. Apontar a adulteração da gravação “clandestina” passou a ser um dos principais argumentos de Temer contra a delação da JBS.





Divergências à parte; convergências possíveis. Vejamos:
1 – Quando da entrada da suspeição envolvendo o presidente Temer, o senhor ministro Fachim deveria, peremptoriamente, ter exigido uma perícia da gravação da fita, e não o fez, decidiu monocraticamente;
2- O presidente pede cancelamento da acusação ao ministro Fachim; este decide submeter a petição do presidente Temer ao plenário do STF;
3 – Porque não o fez quando da entrada no STF da peça inicial (acusação)?
Muito esquisito. Não acham?