A Justiça eleitoral terá um cenário delicado para administrar na Eleição Suplementar de Ouro Branco, município que fica no interior do Rio Grande do Norte, marcada para o dia 17 de maio. No último dia de Carnaval, o prefeito interino Amariudo dos Santos (PP), que já anunciou oficialmente sua candidatura, protagonizou um episódio polêmico ao subir ao palco de uma estrutura financiada com recursos públicos.
Visivelmente exaltado, Amariudo tomou o microfone e fez críticas diretas aos adversários políticos, em um discurso carregado de emoção e ataques, diante de um público que acompanhava o encerramento das festividades carnavalescas.
Em determinado momento, o prefeito interino admitiu, em tom desafiador, que estaria disposto a arcar com eventuais punições eleitorais decorrentes de sua fala pública.
Declaração explícita sobre possível multa eleitoral
Durante o discurso, Amariudo afirmou que não se importaria em sofrer sanções da Justiça Eleitoral. “Posso até correr o risco de sofrer uma multa eleitoral, e isso não me incomoda. Eu pago”, declarou, em voz alta, no palco.
A fala chamou atenção pelo contexto e pelo histórico recente do município, que já enfrentou decisões duras do Judiciário Eleitoral por abuso de poder político em eleições anteriores.
Símbolos políticos e histórico recente preocupam Justiça Eleitoral
Outro ponto que gerou repercussão foi a presença de vereadores e auxiliares da Prefeitura vestidos de verde, cor associada à campanha do ex-prefeito do município Samuel Souto.
Samuel Souto foi cassado duas vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Norte, após decisões que reconheceram abuso de poder político nas Eleições de 2024, justamente pelo uso da máquina pública em benefício eleitoral.
Eleição suplementar sob forte vigilância
A declaração pública de Amariudo, registrada em vídeo, passou a circular nas redes sociais.
Em um trecho do discurso, o prefeito interino afirmou: “Peço a todos, podem até me multar. Uma multa eleitoral. Não me importo onde é pago. Mas minha solicitação a vocês é que respeitem essa terra”.
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