Pouca gente sabe, mas é bom sentir medo. Saudável, até quando esse sentimento se transforma em fobia. Mas, e se o medo de ser atropelado fosse tanto, que nos impedisse de sair de casa? Medo é saudável; fobia, não.
“Fobia é o nome dado ao medo inexplicável que sentimos de determinados animais, objetos ou situações. É tão irracional que chega a paralisar a pessoa. Além de causar sofrimento psicológico, traz, ainda, enorme prejuízo social”, observa o psiquiatra Leonardo Gama Filho, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Segundo especialistas, não é tarefa das mais difíceis identificar uma fobia. Quer um exemplo? É natural que qualquer um de nós tenha medo de ser picado por animais venenosos, como aranhas, cobras e escorpiões. Mas, se alguém chega a passar mal só de ouvir falar o nome de algum deles, cuidado: é sinal de que o medo se transformou em fobia.
“Muitas fobias são desenvolvidas ainda na infância. É o caso da criança que copia o modelo comportamental da mãe, que morre de pavor de barata. De tanto ver a mãe subir na cadeira, aos gritos, a criança vai concluir que a barata é um animal perigoso. E logo vai desenvolver fobia de barata, também”, explica o psiquiatra Tito Paes de Barros Neto, do Ambulatório de Ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo estimativas, filhos de pais fóbicos têm 15% de chances de perpetuar o padrão comportamental familiar, na fase adulta.




