A presença da senadora Zenaide Maia no mesmo evento que virou motivo de questionamento eleitoral envolvendo Álvaro Dias levanta uma questão política que merece ser esclarecida: quais foram exatamente as condutas atribuídas a cada um dos participantes?
Zenaide também esteve no evento acompanhada do candidato a deputado estadual Érico Jácome. E não se trata de uma personagem distante da disputa estadual. Ela integra o campo político de Allyson Bezerra e é candidata à reeleição ao Senado na chapa apoiada pelo candidato ao Governo.
É justamente aí que surge a cobrança por critérios iguais. Se determinada participação de Álvaro no evento foi considerada irregular pela Justiça Eleitoral, é necessário observar quais atos concretos fundamentaram a decisão e se houve ou não comportamento semelhante de outros pré-candidatos presentes.
A questão ganha ainda mais peso no ambiente de uma campanha marcada pela judicialização. Allyson e seus aliados têm recorrido à Justiça Eleitoral em diferentes episódios da pré-campanha, ao mesmo tempo em que o próprio Allyson já foi multado pelo TRE-RN por propaganda eleitoral antecipada em outro processo.
Portanto, a discussão não deve ser simplesmente sobre quem estava no evento, mas sobre o que cada pré-candidato fez nele. Se as condutas foram diferentes, há uma explicação jurídica.
A Justiça Eleitoral é quem deverá dizer, diante dos fatos e de eventual provocação, se houve irregularidade também por parte de Zenaide. O que não pode existir numa eleição equilibrada é uma régua para um candidato e outra para os demais.
Alysson entro na justiça contra Álvaro. E Zenaide não fez a mesma coisa? É somente uma pergunta.
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