
Escolhido nesta quarta-feira (5) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Alfredo Gaspar chega à disputa nacional carregando um dos episódios de maior repercussão da CPMI do INSS, da qual foi relator. A indicação reforça a estratégia da campanha de explorar o tema do combate às fraudes e à corrupção como uma de suas principais bandeira.
Foi na condição de relator da CPMI que Alfredo Gaspar pediu a prisão em flagrante de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, então presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), durante depoimento à comissão, sob a acusação de falso testemunho.
A decisão foi acolhida pelo presidente da CPMI, e Abraão Lincoln acabou preso em flagrante, sendo posteriormente liberado após pagamento de fiança. Além disso, o relatório final da comissão apontou seu indiciamento por suposta participação no esquema do investigado.
No Rio Grande do Norte, o episódio ganha um componente político adicional. Abraão Lincoln é aliado e apoia a candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado, o que torna sua ligação com um dos principais alvos da CPMI um tema que tende a ser explorado durante a campanha eleitoral estadual.

