A presidente do PT no Rio Grande do Norte, vereadora de Natal e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves, declarou nesta sexta-feira, 17/04/2026, que o cenário político do estado para as eleições de 2026 será de forte polarização entre o PT e o PL. Em entrevista exclusiva ao BNews Natal, a dirigente apontou que a tendência nacional de disputa concentrada entre os dois maiores blocos ideológicos se reproduzirá no RN, o que, segundo ela, anula as chances de candidaturas que buscam um posicionamento intermediário e forçará os eleitores a uma escolha mais definida.
A vereadora ressaltou que a disputa política nacional tem demonstrado um encolhimento do espaço para propostas que buscam um centro, empurrando o eleitorado para decisões mais claras. “Quem defende Lula de verdade está no palanque de Lula. Assim como o campo da oposição também terá um único palanque. Não há espaço para quem fica no meio”, afirmou Samanda, traçando um panorama de confrontação direta.
Essa análise da presidente do PT foi percebida como um aviso aos políticos que hoje articulam candidaturas fora dos eixos polarizados. Nomes como o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo, Alysson Bezerra, e a senadora Zenaide Maia estariam, segundo a leitura do PT, tentando um caminho que se mostra cada vez menos viável. Samanda reforça que a tentativa de agradar a todos os lados pode resultar na perda de apoio. “Quem não se posiciona, quem quer agradar todo mundo, não tem espaço. As pesquisas já estão mostrando isso”, enfatizou.
O Rio Grande do Norte, de acordo com Samanda, não será exceção à regra nacional. Um palanque estará firmemente alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o outro se vinculará ao campo bolsonarista, personificado, na sua visão, pelo senador Rogério Marinho e seus aliados.
Para a presidente do PT, as candidaturas que não se encaixarem de forma explícita em um desses dois blocos encontrarão grandes obstáculos para obter sucesso eleitoral. A declaração de Samanda Alves também evidencia uma tática do Partido dos Trabalhadores para forçar aliados e oponentes a definirem suas posições, sobretudo aqueles que buscam dialogar com diferentes bases eleitorais.
Na prática, a fala consolida a percepção de que a eleição de 2026 no RN será menos pulverizada e mais focada em dois projetos políticos claramente antagônicos, ecoando as características das últimas eleições presidenciais brasileiras e o dilema que muitos eleitores enfrentam ao escolherem um lado em um cenário cada vez mais dividido.




