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Último debate em SP tem Haddad mais agressivo e Tarcísio na defensiva

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Último debate em SP tem Haddad mais agressivo e Tarcísio na defensiva

O último debate entre os candidatos ao Governo de São Paulo, realizado pela TV Globo na noite desta quinta-feira (27), foi marcado por uma postura mais agressiva do ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Ele aparece atrás nas pesquisas e provocou inúmeras vezes o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) pelo fato de ele ser de fora do estado e explorou o polêmico episódio envolvendo o tiroteio na favela de Paraisópolis.

No momento mais quente do debate, Haddad perguntou a Tarcísio se ele concordava com a conduta de um integrante da campanha dele que mandou um cinegrafista da Jovem Pan apagar trechos da filmagem do tiroteio que resultou na morte de um suspeito durante uma agenda do candidato na comunidade da zona sul paulistana. Tarcísio acusou o adversário de fazer “sensacionalismo barato” com um caso sério. “Que papelão, Haddad”, disse.

“É muito fácil julgar uma pessoa que está lá sob forte emoção, agiu de boa-fé. A gente pegou o cara que estava lá [em Paraisópolis], não tinha como voltar, não saímos de lá enquanto a gente não tivesse colocado todo mundo em segurança. Qual a razão de levar a pessoa?”, questionou Tarcísio.

O ex-ministro da Infraestrutura também colocou na berlinda a razão para esconder algum tipo de informação. “Com as câmeras do comércio local, tem a câmera da PM e de outros três ou quatro veículos de comunicação: o que você acha que a gente quer esconder?”, perguntou.

O candidato petista reagiu dizendo que os especialistas em segurança criticaram a ação porque ela “compromete a investigação” e que Tarcísio deveria ter condenado a conduta do aliado. “Não se destrói provas, não se destrói evidências”, afirmou Haddad, que terminou o primeiro turno sete pontos atrás do adversário – 42,32% a 35,7%.

Haddad aproveitou o episódio para atacar a proposta do rival de retirar as câmeras das fardas dos PMs, e insinuar que ele quer implantar em São Paulo o modelo de segurança pública adotado no Rio de Janeiro. “Destruição de material, meu querido, só com autorização de juiz. Aqui não é o Rio de Janeiro”, disse Haddad.

Por Metrópoles

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