Notas

Tensão no Congresso

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Ressabiado com a decisão impensada de meter a tesoura nas emendas de comissão dos senadores e deputados, o presidente Lula (PT) optou pela ausência na sessão de abertura do Congresso, ontem, sendo representado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, ex-governador e senador licenciado da Bahia.

HAMBIENTE HOSTIL

Também não deu o ar da sua graça o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, representado pelo ministro Edson Fachin. Como o chefe da Nação, Barroso foi avisado que seria melhor não aparecer no Congresso, onde há um ambiente fortemente hostil ao Judiciário.

RECADO

Em meio ao descontentamento de parlamentares, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mandou recados. Avisou que o Congresso respeita os acordos políticos e cobrou do governo compromisso com “a palavra dada”.

Lira foi enfático ao dizer que os trabalhos da Casa não serão paralisados por causa das eleições municipais ou por conta da sua sucessão, a partir do ano que vem. Lira disse, ainda, que nenhuma disputa política entre a Câmara e o Executivo atrapalhará os trabalhos.

ACORDOS FIRMADOS…

Arthur Lira cobrou respeito aos  “acordos firmados” e ainda disse que o Orçamento da União “pertence a todos, não apenas ao Executivo”. Criticou o que chamou de “burocracia técnica” e disse que deputados e senadores têm mais conhecimento das necessidades de cada município para definir a distribuição de recursos do que o Governo.

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