
Foi muito pesada a declaração do senador Styvenson Valentim (Podemos) ao comentar, em suas redes sociais, o embargo da obra do Hospital Infantil de Mossoró, realizado pela Prefeitura Municipal. Styvenson não mediu palavras e classificou a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) como “demoníaca e do Satanás” por, segundo ele, tentar prejudicar uma ação que beneficiaria crianças da cidade e da Região Oeste potiguar.
A obra, financiada com R$ 11 milhões em recursos federais destinados por Styvenson, está sob responsabilidade da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (Apamim). O embargo imposto pela prefeitura gerou revolta no parlamentar, que acusou a administração municipal de criar obstáculos por razões políticas.
Diante da brutalidade das declarações, não há qualquer possibilidade de uma reaproximação entre Styvenson e Allyson. A relação política entre os dois já era distante, mas agora se tornou insustentável — o que afeta diretamente os planos do senador Rogério Marinho (PL), que sonha com uma união das forças oposicionistas para disputar o Governo do Estado em 2026.
Allyson Bezerra, por sua vez, tem reafirmado nos bastidores que não abre mão de sua pré-candidatura ao governo e que não há espaço para alianças com nomes que não respeitam a autonomia da sua gestão. A temperatura política em Mossoró e no estado, portanto, segue em alta.
