- Styvenson tenta ser “diferentão”, mas depende do palanque bolsonarista para sobreviver politicamente
O senador Styvenson Valentim (Podemos) vive um dilema que não cabe na política do jeito que ela é. Favorito a renovar o mandato, é consciente que esse favoritismo só se confirmará se tiver um palanque.
Ele tem.
É o palanque do bolsonarismo potiguar, liderado pelo senador Rogério Marinho (PL).
Só que Valentim parece ter vergonha do selo e tenta passar a ideia que continua diferentão. Essa semana, Styvenson falou pela primeira vez sobre o seu companheiro de chapa ao Senado, Coronel Hélio (PL), apressando que enxerga no aliado “características semelhantes” às que marcaram sua própria entrada na política em 2018.
E apelou ao afirmar que “Hélio nunca foi político, então já começa bem”, ignorando que o coronel é um dos principais nomes da direita no Rio Grande do Norte, bolsonarista de primeira hora, que faz política desde eleição de Bolsonaro à Presidência do Brasil em 2018.
Hélio foi escolhido como legítimo representante do bolsonarismo na chapa majoritária da direita, que tem Álvaro Dias (PL) como pré-candidato a governador.
Pois bem.
Styvenson sabe que a sua eleição em 2018, em carreira solo, divorciado de grupos políticos, foi uma onda que não se repete mais. Naquele momento, o eleitor fez opção pelo “Capitão da Lei Seca” em forma de protesto aos políticos tradicionais.
Esse sentimento não existe hoje. Daí, a necessidade de ele dialogar com grupos políticos e fazer alianças. Styvenson fez isso e agora tenta disfarçar que não é igual aos outros.
Tolice.
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