A declaração do senador Styvenson Valentim sobre a escolha de sua primeira suplência colocou um assunto delicado no centro da campanha eleitoral: o interesse de empresários pelas vagas de suplente de senador.
Styvenson afirmou que recebeu ofertas de “vantagens” para entregar a suplência a determinados interessados, mas recusou. Segundo ele, alguém disposto a desembolsar R$ 30 milhões ou R$ 40 milhões por uma posição dessa importância poderia representar até um risco para o titular do mandato.
“A pessoa que paga R$ 30 milhões, R$ 40 milhões, meu filho, para me mandar me matar é bem ligeirinho, para assumir o cargo”, declarou Styvenson. O senador ainda acrescentou que cerca de R$ 120 milhões em emendas passam anualmente por suas mãos.
A declaração é forte e inevitavelmente provoca comparações com as demais chapas que disputam o Senado no Rio Grande do Norte.
É aí que entra Zenaide Maia. A senadora, candidata à reeleição, montou suas suplências com forte presença de nomes do setor empresarial. São escolhas que, depois das declarações de Styvenson sobre supostas ofertas milionárias envolvendo suplências, naturalmente despertam curiosidade política.
Não há elementos para afirmar que as vagas de Zenaide tenham sido negociadas financeiramente. Mas a revelação feita por Styvenson deixa uma pulga atrás da orelha e reacende uma velha pergunta dos bastidores: por que determinadas vagas de suplente de senador despertam tanto interesse de empresários?
Ao revelar que teria recebido propostas de vantagens e recusado entregar sua suplência, Styvenson acabou abrindo uma discussão que poderá atingir também seus adversários.
E, nessa história, as escolhas feitas por Zenaide para suas suplências certamente não passarão despercebidas durante a campanha.




