A possível polarização da eleição estadual entre Álvaro Dias, pela direita, e Cadu Xavier, pelo campo petista, poderá criar uma situação delicada para Allyson Bezerra caso ele não consiga chegar ao segundo turno. Fora da disputa, Allyson seria pressionado a revelar para qual lado encaminharia seu apoio.
A questão ganharia ainda mais peso na eleição presidencial. Allyson é frequentemente associado por adversários ao campo de centro-esquerda em razão de determinadas alianças estaduais, embora isso não permita concluir automaticamente qual seria sua posição numa eventual segunda etapa da campanha. Se declarasse apoio a Lula, fortaleceria a narrativa de seus adversários de que sua candidatura sempre esteve mais próxima da esquerda; se adotasse outra posição, produziria uma leitura política diferente.
Por enquanto, tudo está no terreno das hipóteses. Mas uma eventual ausência de Allyson no segundo turno poderá obrigá-lo a responder uma pergunta que durante o primeiro turno pode ser evitada: afinal, diante de uma disputa polarizada, de que lado ele ficará? Contudo a tendência é de declarar apoio a Lula.




