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Segundo Ministério Público, ex-prefeito de São Vicente emitiu 91 cheques sem fundos

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Segundo Ministério Público, ex-prefeito de São Vicente emitiu 91 cheques sem fundos

Segundo Ministério Público, ex-prefeito de São Vicente emitiu 91 cheques sem fundosEntre agosto e dezembro de 2008, o então prefeito de São Vicente, Josifran Lins de Medeiros, emitiu 91 cheques das contas da prefeitura sem fundos. O fato chamou a atenção do Ministério Público, principalmente, por esse período coincidir com o período eleitoral e o final do mandato. Para busca a reparação do dano a Promotoria de Justiça da Comarca ajuizou uma ação de Improbidade Administrativa contra o ex-prefeito.

Para cada cheque sem fundos o Banco do Brasil cobrava a tarifa bancária de R$ 20,50 e o Banco Central a tarifa de R$ 0,35  para regularizar a situação do Município, totalizando um prejuízo de  R$ 1.897,35.

Embora o valor do dano real não seja alarmante, existem um fator ainda maior que é o dano ao patrimônio imaterial do Município. Órgãos públicos com histórico como esse enfrentam a desconfiança de fornecedores, o que implica, como efeito das leis de mercado, diminuição do interesse em participar das licitações e dos contratos do órgão e em consequente prejuízo a médio e longo prazo em razão do aumento de custos para contratações, dada a falta de credibilidade do órgão perante o comércio da região.

Entre os pedidos do Ministério Público na ação estão a suspensão dos direitos políticos, o ressarcimento ao erário, a aplicação de multa civil e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.

Por Assessoria de Imprensa do MPRN

1 comentário em "Segundo Ministério Público, ex-prefeito de São Vicente emitiu 91 cheques sem fundos"

    AUDITOR DO BC
    01/12/2011 às 20:01

    Prezado Robson Pires,

    O cheque é uma ordem de pagamento, à vista. Segundo eu sei, a emissão de cheques sem provisão de fundos – o famoso borrachudo, bate e volta – é crime.
    E no caso de um ente público, o caso é mais grave.
    Estou engando?

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